IL diz que Tiago Antunes não garantia idoneidade e insta PS a indicar novo nome para Provedoria
Mário Amorim Lopes instou ainda os socialistas a apresentar "uma pessoa que garanta as condições para que possa ocupar o cargo de provedor da Justiça".
O líder parlamentar da IL defendeu esta quinta-feira que o nome de Tiago Antunes para provedor de Justiça não garantia idoneidade e desafiou o PS a indicar um novo nome "que garanta as condições" para ser eleito para o cargo.
Numa declaração aos jornalistas, no parlamento, sobre a eleição dos órgãos externos, Mário Amorim Lopes considerou que o seu partido "fez aquilo que os partido esperam quando atribuem mandato a deputados: escrutinar o passado de Tiago Antunes".
"Em causa não estava o seu mérito profissional ou até académico, estava aquilo que estava a ser feito nas sombras. A máquina socrática que contaminava a opinião pública, que era usada até para atacar jornalistas, assim como outros deputados e que, portanto, não qualificava a pessoa para poder ocupar um cargo tão importante como de provedor da Justiça. Não estava garantida a idoneidade", atirou.
O líder da bancada liberal disse que foi o deputado da IL Rui Rocha o "único a pegar no tema" e a "fazer o escrutínio devido", acrescentando que o "resultado está à vista" e que a sua não eleição foi a "democracia a funcionar".
Mário Amorim Lopes instou ainda o PS a apresentar "uma pessoa que garanta as condições para que possa ocupar o cargo de provedor da Justiça".
O antigo secretário de Estado socialista Tiago Antunes falhou esta quita-feira a eleição para o cargo de provedor de Justiça ao alcançar um resultado inferior a dois terços, tendo apenas 104 votos favoráveis num total de 230 deputados.
Na eleição, feita por voto secreto, Tiago Antunes, cuja candidatura foi indicada pelo PS após acordo com o PSD, teve 86 brancos e 36 nulos, quando teria de alcançar 154 votos a favor para atingir a maioria qualificada de dois terços.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt