IL pediu a Seguro que use "magistratura de influência" para estancar "degradar das instituições"
Mariana Leitão falava aos jornalistas no Palácio de Belém, depois de ter sido recebida pelo Presidente da República, António José Seguro, para uma audiência que a IL disse ser "sobre o atual estado do país".
A presidente da IL disse esta sgeunda-feira ter apelado ao Presidente da República para que recorra à sua "magistratura de influência" de forma a estancar o "degradar as instituições" e defendeu que António José Seguro não deve ser conivente com esse cenário.
Mariana Leitão falava aos jornalistas no Palácio de Belém, depois de ter sido recebida pelo Presidente da República, António José Seguro, para uma audiência que a IL disse ser "sobre o atual estado do país".
A líder dos liberais afirmou que as polémicas que envolvem o passado do ministro Luís Neves à frente da Polícia Judiciária (PJ) têm contribuído para um "degradar das instituições", insistindo que o ministro da Administração Interna "não tem adequação para o cargo que ocupa e que este "revelou não ter zelo, nem sentido de responsabilidade".
"Esta preocupação por todo este caso e pela degradação contínua a que temos assistido das instituições e, obviamente, solicitando ao senhor Presidente da República que, através da sua magistratura de influência, garanta que este contínuo degradar das instituições é estancado e que conseguimos garantir a defesa e a salvaguarda do nosso sistema democrático", frisou.
Questionada sobre o que espera, em concreto, que Seguro faça para evitar a degradação das instituições, Mariana Leitão evitou concretizar, reiterando que essa é uma avaliação que compete fazer ao chefe de Estado e defendendo apenas que a responsabilidade do partido é alertar para "garantir que o Presidente da República não se torne conivente com todo este degradar das instituições".
"Obviamente, a forma como ela será exercida e como é que será exercida, isso compete ao senhor Presidente da República avaliar e decidir de acordo com aquilo que ele próprio achará ser a melhor atuação que deverá ter no futuro. Caberá à Iniciativa Liberal depois avaliar o que foi ou não foi feito", acrescentou.
Mariana Leitão considerou "inqualificáveis" as "três semanas de silêncio" de Luís Neves e que os esclarecimentos dados, numa conferência de imprensa na quarta-feira, deixaram por clarificar várias matérias.
Para a líder da IL, "ficar à espera que a tempestade passe e que as pessoas esqueçam não é forma de lidar com um tema desta gravidade, nem tão pouco uma atuação de um Governo que quer respeitar".
A presidente dos liberais foi ainda questionada sobre a crise migratória em Ceuta, Espanha, que considerou um "episódio bastante grave" que aconteceu, acrescentou, "muito por culpa das políticas migratórias que foram seguidas em Espanha por [Pedro] Sánchez".
"Infelizmente, também não foram muito diferentes daquelas que foram seguidas pelo Partido Socialista quando estava no Governo, de que esses fluxos migratórios poderiam existir e teriam acolhimento em Espanha" acrescentou
Mariana Leitão pediu um "efetivo controlo de fronteiras" para "garantir a salvaguarda do espaço Schengen", porém ressalvando que se trata de um "pilar fundamental" da Europa que "não pode ser posto em causa por esta crise em concreto".
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