IL quer suspender limites mínimos do imposto sobre combustíveis até ao final do ano

Proposta será discutida e votada em plenário esta quarta-feira.

08 de abril de 2026 às 11:36
Mariana Leitão Foto: Hugo Delgado/Lusa
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A IL propôs esta quarta-feira a suspensão dos limites mínimos do imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP) até 31 de dezembro, defendendo que o Governo deve poder baixar este imposto sem o travão atualmente previsto na lei.

A iniciativa surge como proposta de alteração à proposta do Governo, que será discutida e votada esta tarde no parlamento e prevê a descida temporária desses limites até 30 de junho.

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Segundo o executivo, esta redução temporária dos limites deste imposto dará "margem suficiente para continuar" a aplicar o desconto do ISP através da devolução da receita adicional de IVA.

Já a IL levará a votação uma proposta para a suspensão dos limites mínimos até 31 de dezembro, argumentando que o executivo deve "evitar a necessidade de medidas avulsas ou de emergência no futuro" e ter "a mesma flexibilidade de que dispôs no passado o Governo do Partido Socialista".

"Esta medida, por si só, não resolverá integralmente o problema, até por depender da ação do Governo, mas permitirá assegurar que não existem constrangimentos legais à adoção de uma resposta fiscal mais robusta. Trata-se, sobretudo, de garantir que o Governo não se refugia em limitações formais para evitar decisões necessárias", argumenta o partido na exposição de motivos desta iniciativa.

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A IL considera que, "em períodos excepcionais de subida de preços, os limites mínimos de tributação não devem constituir um obstáculo à ação política" e que a suspensão temporária destes limites dará um "sinal claro de compromisso com a mitigação do impacto dos preços dos combustíveis nos rendimentos das famílias".

O Governo propõe que os limites mínimos das taxas unitárias do ISP relativos à gasolina sem chumbo baixam para 199,89 euros por 1.000 litros e as do gasóleo recuam para 156,66 euros.

As taxas do imposto são definidas pelos governos através de portarias que determinam os valores a aplicar a partir de um determinado momento, devendo os valores ficar dentro de um intervalo definido na lei, no Código dos Impostos Especiais de Consumo (CIEC).

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Como se trata de matéria que altera um imposto, o parlamento tem de se pronunciar sobre a mudança, porque a fixação do nível de tributação é uma prerrogativa da Assembleia da República.

A redução temporária acontece quando o aumento de preço dos combustíveis excede em dez cêntimos face à semana de 2 a 6 de março.

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