INERTES DE URÂNIO À PORTA DE SAMPAIO

Cerca de 300 manifestantes, vindos de Canas de Senhorim, despejaram ontem em frente ao Palácio de Belém, em Lisboa, alguns sacos cheios de inertes de urânio (cuja radioactividade foi medida por uma brigada do Ministério do Ambiente), num total de 500 quilos . Esta foi a forma escolhida pelos organizadores para assinalar o reinício de um protesto com vista à elevação de Canas de Senhorim a concelho.

07 de novembro de 2004 às 00:00
INERTES DE URÂNIO À PORTA DE SAMPAIO Foto: Imagem RTP
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Segundo explicou Luís Pinheiro, do Movimento de Restauração do Concelho de Canas de Senhorim (MRCCS), o despejo dos inertes de urânio em frente à residência oficial de Jorge Sampaio "pretende sublinhar as mais-valias de um concelho com sede em Canas" (actualmente, esta localidade está integrada no concelho de Nelas, Viseu).

Lamentando que "os políticos esquecem a causa", Luís Pinheiro lembra que "o minério de urânio das minas da Urgeiriça tem contribuído com milhões [de euros] para o Orçamento de Estado".

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Sampaio foi escolhido como alvo do protesto por, segundo o mesmo manifestante, ter "vetado a subida de Canas a concelho", depois de esta ter sido aprovada na Assembleia da República.

Defendendo a necessidade de "requalificação ambiental da região" o que, entende, só é possível "se Canas for sede de concelho", Luís Pinheiro manifesta a determinação de "não deixar sair" 370 toneladas de urânio, cuja "venda ao estrangeiro" diz ter sido já negociada, e desafia o presidente República a cumprir uma anterior promessa de "reiniciar um novo processo de diálogo".

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