Iniciativa Liberal critica Aguiar-Branco e partidos por terem defendido que debate se realizasse na sexta-feira

Para o líder parlamentar da IL, esta "situação era escusada" e o Parlamento "podia estar a discutir os problemas do país e está a discutir adiamentos".

12 de fevereiro de 2026 às 14:05
Mário Amorim Lopes Foto: Direitos Reservados
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O líder parlamentar da IL, Mário Amorim Lopes, criticou esta quinta-feira a "atitude inexplicável" do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, e dos partidos por terem defendido que o debate quinzenal com o primeiro-ministro fosse adiado para sexta-feira.

"É inexplicável a atitude dos partidos, que não souberam ter o interesse do país à frente dos seus interesses partidários e também já agora a posição muito veemente da presidência da Assembleia de querer realizar este debate na sexta-feira. Não é com nenhuma surpresa que agora, tardiamente, se solicita o adiamento do debate parlamentar que nós já tínhamos feito ontem", afirmou.

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Mário Amorim Lopes falava aos jornalistas, na Assembleia da República, sobre o consenso entre Governo e partidos para adiar novamente o debate quinzenal parlamentar com a presença do primeiro-ministro, previsto para sexta-feira, para o próximo dia 19. Uma decisão que surgiu depois de todas as bancadas terem consensualizado que o debate fosse adiado para sexta-feira.

Na quarta-feira, a Iniciativa Liberal foi a única bancada do parlamento que se opôs à remarcação do debate quinzenal de quarta para sexta-feira, considerando que nesta semana o país ainda estará sob más condições meteorológicas, com chuvas intensas e persistentes, com consequências graves em termos de inundações.

Para o líder parlamentar da IL, esta "situação era escusada" e o parlamento "podia estar a discutir os problemas do país e está a discutir adiamentos".

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Questionado sobre se este tipo de adiamentos não pode comprometer o escrutínio ao Governo, Mário Amorim Lopes argumentou que "momentos extraordinários requerem posições e uma resposta extraordinária" e que este é "o tempo de estar junto das populações, de acudir os portugueses e resolver os seus problemas".

"O tempo para escrutinar o Governo, ocorrerá e nós estaremos sempre na dianteira, sempre a exigir explicações. O que não faz sentido é nós estarmos a convocar todo o Governo e secretários de Estado a vir para a Assembleia da República quando eles são mais necessários junto dos portugueses afetados", considerou.

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