Injeção de 598 milhões de euros no Novo Banco escandaliza partidos

Primeiro-ministro admite que valor “ultrapassa” o devido. Marcelo lembra “estabilidade”.

28 de março de 2021 às 09:27
Novo Banco Foto: Mário Cruz
António Costa Foto: António Cotrim

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O pedido de mais 598,3 milhões de euros do Novo Banco apanhou todos de surpresa. António Costa veio este sábado admitir que o valor “manifestamente ultrapassa” a avaliação das necessidades. Já os antigos parceiros de Geringonça arranjaram um novo argumento contra o Executivo, numa altura em que existem bloqueios aos apoios sociais.

O primeiro-ministro garantiu que o pedido ao Fundo de Resolução “será apreciado”, alinhando-se com a posição do Ministério das Finanças, que acredita que o valor a transferir do Fundo de Resolução para o Novo Banco não ultrapassará os 476 milhões previstos na proposta de Orçamento do Estado.

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Em reação, Catarina Martins considerou “inaceitável” e uma “absoluta violência” esta nova injeção no banco liderado por António Ramalho. A coordenadora atirou ainda a Costa para reforçar que o Bloco de Esquerda sempre teve razão nesta matéria: “é mesmo preciso analisar as contas antes de pôr sequer um tostão no Novo Banco”.

Já o PCP, através do deputado Duarte Alves, classificou estes quase 600 milhões como “uma afronta” para os milhares de portugueses em dificuldades com a pandemia. Os comunistas exigiram mesmo ao Governo que o pedido seja “rejeitado”.

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À direita, a única reação fez-se sentir pelo Chega, que definiu como “imoral” e “escandalosa” a intenção do Novo Banco em pedir mais dinheiro ao Fundo de Resolução, numa altura em que muitos portugueses têm de lidar com o fim das moratórias.

O Presidente da República foi confrontado com o tema mas preferiu não comentar, alegando não ter ainda informação suficiente. Ainda assim, Marcelo Rebelo de Sousa não resistiu a dar pistas, dizendo ser “uma prioridade garantir a estabilidade” da banca para permitir a “reconstrução do País”.

Os custos do Fundo de Resolução com o Novo Banco já totalizam 7876 milhões de euros.

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Costa espera que decisão alemã não “bloqueie” bazuca

O primeiro-ministro, António Costa, disse este sábado esperar que a decisão do Tribunal Constitucional alemão, que suspendeu o processo de ratificação do Fundo Europeu de Recuperação, “não bloqueie” nem atrase a aplicação da “vitamina fundamental” para a economia europeia. Também Marcelo Rebelo de Sousa alinhou no mesmo sentido, que a decisão judicial não represente um obstáculo à ratificação.

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