Jerónimo de Sousa critica Coreia do Norte

Líder do PCP admite que existe "uma preocupação legítima" face ao comportamento do país.

05 de setembro de 2017 às 00:08
Jerónimo de Sousa escolhe Algarve para férias Foto: Lusa
Jerónimo de Sousa encerrou a Festa do Avante!, na quinta da Atalaia, Seixal Foto: Mário Cruz/Lusa
Kim Jong-un Foto: Getty Images
Kim Jong-un Foto: Getty Images
Kim Jong-un Foto: Getty Images
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O secretário-geral do PCP admitiu esta segunda-feira que existe "uma preocupação legítima" face ao comportamento da Coreia da Norte, mas responsabilizou também os Estados Unidos pelo que diz ser uma "tensão perigosíssima" para a paz.

"É evidente que, na nossa avaliação, [da Coreia do Norte] há elementos que nos perturbam, que nos inquietam. Sabemos que isso acirra particularmente os Estados Unidos, que se deslocam do seu país, vão a dez mil quilómetros [de distância], digamos, incentivar a própria provocação", disse Jerónimo de Sousa, durante uma visita às Festas das Vindimas, em Palmela, no distrito de Setúbal.

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"Creio que essa preocupação é legítima. Consideramos que a questão da paz no mundo é crucial, assume de novo uma grande atualidade. Em relação à República da Coreia, em relação à Península da Coreia, nós consideramos que tem de haver uma solução política. E não vemos nenhuma solução militar", acrescentou.

A Coreia do Norte anunciou no domingo a realização com sucesso do seu sexto teste nuclear, desta vez com uma bomba de hidrogénio, mas Jerónimo de Sousa também não poupou os Estados Unidos pela atual situação de tensão a nível mundial.

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Em declarações aos jornalistas, Jerónimo de Sousa lembrou ainda que o PCP defende "a não proliferação de armas nucleares, a sua abolição, estejam em que mãos estiverem, como resposta a esse objetivo de paz".

"Estamos a falar de um armamento que, infelizmente, hoje, tem, no nosso planeta, capacidade para destruir seis ou sete vezes a terra. Todos os amantes da paz devem fazer um esforço para pôr fim a esta escalada da proliferação nuclear. É a melhor forma de distender esta situação, de procurar esses caminhos da paz. Acabem com as armas nucleares, estejam em que mãos estiverem", concluiu o líder comunista.

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