José Luís Carneiro quer avaliar descentralização e depois referendar regionalização

De acordo com o líder do PS, o PS insiste "na reforma qualificada do Estado".

26 de fevereiro de 2026 às 12:31
Foto: José Sena Goulão/Lusa
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O recandidato à liderança do PS, José Luís Carneiro, defendeu esta quinta-feira a avaliação da descentralização para depois, em "momento oportuno", se avançar com o referendo à regionalização, acusando o Governo PSD/CDS-PP de "cortar os tendões do Estado".

"Entendemos que deve ser feita a avaliação da descentralização, da desconcentração de poderes e, no momento oportuno, avançar para a proposta política para que se possa referendar à regionalização", respondeu aos jornalistas José Luís Carneiro depois de entregar ao presidente do PS, Carlos César, a moção global de estratégia com a qual se apresenta às diretas e ao XXV Congresso Nacional.

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Questionado sobre quando deve avançar este referendo, que inscreve na sua moção, o recandidato à liderança do PS diz que deve ser "depois de feita essa avaliação" do processo de desconcentração de poderes e "procurando consensualizar essa posição no quadro parlamentar", mas sem se comprometer com qualquer data.

Para Carneiro, depois desta avaliação, "haverá um momento em que os portugueses terão de responder uma pergunta muito simples".

"Os portugueses querem que essas funções das Comissões de Coordenação sejam denominação do Governo ou querem que essas funções sejam de escolha das populações? É essa a resposta que terão de dar quando for realizado um referendo", apontou.

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De acordo com o líder do PS, o PS insiste "na reforma qualificada do Estado".

"Perante a opção do Governo de debilitar o Estado, nós propomos um Estado inteligente, eficaz e capaz de responder às necessidades das pessoas. O Governo o que está a fazer é a cortar os tendões do Estado. O Estado, com os seus tendões cortados, não consegue responder a serviços públicos fundamentais, quer no domínio da segurança e da proteção civil, quer no domínio da saúde pública, quer na política de habitação", condenou.

A Comissão Nacional do PS aprovou, em 24 de janeiro, o agendamento das eleições diretas para o cargo de secretário-geral para 13 e 14 de março e o XXV Congresso Nacional para 27, 28 e 29 de março, em Viseu.

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O prazo de entrega das candidaturas termina esta quinta-feira e José Luís Carneiro deverá ser candidato único já que, até ao momento, não apareceu qualquer opositor.

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