Juiz responde a Soares

Carlos Alexandre garante que se tem cuidado, nega ser refém de jornalistas e diz que paga despesas com dificuldades.

07 de maio de 2015 às 14:44
Carlos Alexandre, Mário Soares Foto: Filipe Farinha e Filipa Couto
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Após a prisão de José Sócrates, Mário Soares recomendou: "O juiz Carlos Alexandre que se cuide"; e o magistrado do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) garante que "tem-se cuidado".

A resposta consta da inquirição ao juiz na sequência da denúncia anónima por suspeitas de violação de segredo de justiça, que referia que Alexandre estava nas mãos de jornalistas, com quem se encontrava, e passava informações, levantando suspeitas de corrupção.

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Nas declarações prestadas a 6 de março, no âmbito do inquérito que acabou arquivado no final desse mês no Tribunal da Relação de Lisboa, lê-se que o juiz "não está refém de qualquer acordo com qualquer jornalista ou grupo de comunicação social, nem com qualquer congregação ou obediência, ou seja, tem-se cuidado, como lhe foi ultimamente assinalado", numa alusão à ameaça do ex-Presidente da República, que acabou por não dar origem a qualquer processo.

Na sua inquirição, que durou quatro horas e meia, Carlos Alexandre fez questão de realizar um autêntico "striptease" fiscal, tendo em conta que considerou estarem a chamar-lhe "corrupto por palavras indiretas".

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O juiz disponibilizou-se, aliás, para entregar dados telefónicos e toda a documentação que guarda desde 1984, altura em que ingressou na magistratura, para "comprovar toda a sua vida económico-financeira". Carlos Alexandre garante que não almoça nem toma café com jornalistas, até porque a sua vida "é cada vez mais espartana, por um lado por compromissos financeiros, por outro por razões derivadas da sua concreta circunstância profissional". Vive entre casa e o tribunal, sempre com segurança pessoal, e paga as suas despesas "com dificuldades".

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