Justiça acelera casos Luís Neves e invasão do gabinete de Ventura
Procurador-geral da República diz que Ministério Público está a trabalhar para que tudo seja rápido.
O procurador-geral da República (PGR) afirmou esta terça-feira, em Beja, que o Ministério Público (MP) está a "trabalhar para que tudo seja rápido" nos casos que envolvem o ministro Luís Neves e da alegada invasão e roubo no gabinete do presidente do Chega. Amadeu Guerra considerou, ainda, que o inquérito instaurado sobre a atuação do diretor nacional e outros dirigentes da PJ "não tem nada de especial".
Sobre os casos que envolvem o ministro da Administração Interna, o PGR esclareceu que o MP tem várias diligências previstas e que está "à espera que sejam feitas". Referindo-se em concreto às obras na sua propriedade em Odemira, Amadeu Guerra, explicou o que está em curso Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja. "O MP está a recolher informação sobre os aspetos de licenciamento, se é necessário e se não é necessário, a fazer contactos com a câmara no sentido de perceber o que é que aconteceu, e (...) os aspetos do PDM, que aliás está em processo de alteração", disse.
"Se verificarmos que há razões para propor uma ação administrativa, propomos a ação administrativa. Se acharmos que não há razões para não pôr qualquer ação administrativa, não o faremos", sublinhou.
Relativamente a outros casos que envolvem Luís Neves, trata-se de "processos-crime, que estão em segredo de justiça", disse Amadeu Guerra.
Já sobre a invasão do gabinete de André Ventura, no Parlamento, o PGR adiantou que o caso está a ser investigado " com celeridade".
Sob investigação está também Carlos Cabreiro, atual diretor nacional da PJ e outros dirigentes da instituição por alegados crimes de falsas declarações e abuso de poder. É uma coisa muito simples, vamos recolher dados, não tem nada de especial, é como qualquer inquérito", concluiu
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt