Laura perde luta contra o cancro

Mulher de Pedro Passos Coelho morreu esta terça-feira depois de ter dado entrada nas Urgências do IPO.

26 de fevereiro de 2020 às 01:30
A história de Pedro e Laura começou em casa de amigos e tornou-se num amor incondicional. O político foi o grande apoio da fisioterapeuta na doença Foto: Duarte Roriz
O ex-primeiro-ministro e a mulher sempre cúmplices, no Pavilhão Atlântico em 2014 Foto: Pedro Ferreira
Passos Coelho, em 2011, com Laura, a filha Júlia, a sobrinha Carolina e a enteada Teresa Foto: Tiago Sousa Dias
Laura com a filha Teresa, em 2016 Foto: Tiago Sousa Dias

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Foram seis anos de sofrimento, que enfrentou sempre com um sorriso e uma força sem igual. Laura Ferreira perdeu esta terça-feira a batalha contra o cancro, depois de ter dado entrada nas Urgências do IPO, em Lisboa, na segunda-feira à noite. Tinha 54 anos.

Desde 2014 que a mulher de Pedro Passos Coelho lutava contra um tumor ósseo agressivo, que entretanto se alastrou aos pulmões. Nos últimos meses, a fisioterapeuta sofreu um agravamento do seu estado de saúde e esteve internada. Em dezembro, foi autorizada a passar o Natal em casa com o marido e as duas filhas, Teresa, de 24 anos, fruto de uma relação anterior, e Júlia, de 12.

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"Tenho muito medo de morrer, mas depois há um lado que se levanta e diz: ‘Não, tens o teu marido, tens as tuas filhas e a tua família!’ Eu tenho de viver, tenho tanta coisa para fazer", escreveu Laura Ferreira na biografia do antigo líder do PSD, publicada em 2015, um ano depois de lhe ser diagnosticado um osteossarcoma.

Durante todo este tempo, Laura contou com o apoio incondicional do marido, com quem tinha "uma relação muito íntima e muito forte" e que, apesar da agenda apertada de primeiro-ministro, esteve sempre a seu lado.

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Depois de vários tratamentos de quimioterapia, Laura julgava estar livre da doença, mas em 2017 exames de rotina revelaram metástases.

Uma força indomável

Uma força indomável

"Ia buscar muita força à Laura, mas a dignidade e discrição com que enfrentou o problema é típica do seu caráter", disse ao CM Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais e um dos próximos de Passos Coelho. Descoberta a doença quando ainda era primeiro-ministro, Passos nunca revelou nada a ninguém para além do círculo restrito da família.

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Empenhado em resgatar Portugal do programa de assistência da troika, o pacto entre Pedro e Laura na batalha contra o cancro foi de imediato estabelecido: o tratamento seria realizado em Portugal. A prioridade era estar perto da família. Uma exigência da própria Laura.

A última vez que Passos apareceu em público foi na cerimónia de lançamento do livro de Carlos Moedas, que recolhe as 75 crónicas semanais que o ex-comissário europeu escreveu no Correio da Manhã.

"Tive sempre uma leve esperança..."

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Fátima Padinha, ex-companheira de Passos Coelho, era amiga de Laura. "Sabia que ela estava mal, mas tive sempre uma leve esperança. Estou muito triste", disse ao CM a ex-Doce, que também sofreu com um cancro.

De Bissau para Lisboa, onde estudou medicina

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