Leitão Amaro garante que Portugal "ainda tem geradores" e que "as pessoas estão sempre no centro das preocupações"
Ministro da Presidência explicou que foi feita uma avaliação técnica à capacidade de resposta do País e que, face à situação atual, não serão recebidos apoios do plano europeu de emergência.
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro garantiu esta sexta-feira que Portugal "ainda tem geradores", numa visita à Marinha Grande, uma das zonas mais afetadas pela depressão Kristin.
Leitão Amaro explicou que foi feita uma avaliação técnica à capacidade de resposta do País e que, face à situação atual, não serão recebidos apoios do plano europeu de emergência, mas que Portugal poderá beneficiar do apoio de solidariedade europeu.
O ministro deixou claro que "as pessoas estão sempre no centro das preocupações" e que o Governo vai continuar a acompanhar o socorro ás vítimas da depressão e a fazer o levantamento dos danos.
"Temos informações preliminares que dizem que o mau tempo continuará na próxima semana", alertou ainda o ministro, que definiu que agora o importante é "reerguer" o País.
Num outro momento de declarações aos jornalistas, mas já junto à ULS de Leiria, Leitão Amaro referiu que o SNS "está com tranquilidade a mostrar capacidade de resposta a uma situação que veio de um evento extremo" e que os portugueses "devem estar tranquilos" com essa situação.
Quando questionado sobre o motivo pelo qual a Ministra da Saúde não estava a acompanhá-lo na visita, o ministro da Presidência explicou que Ana Paula Martins está "a assumir outras responsabilidades", mas que está a acompanhar as necessidades que advêm deste momento de crise.
Relativamente à decisão de declarar estado de calamidade no País e ao facto de esta ter tardado - como acusaram alguns dirigentes políticos - António Leitão Amaro clarificou que "a decisão de declarar calamidade não traria nenhuma medida útil que não tivesse sido tomada" e que estas medidas dependem sim "da declaração do aparelho de Proteção Civil em estado de prontidão máximo", o que foi feito logo na segunda-feira.
O ministro explicou que estado de calamidade serve para quatro aspetos essenciais: "reconhecer que houve de facto uma situação com estas características" (para efeitos de ativação de seguros), "garante o prolongamento das medidas que já estavam antes em vigor", o "início do processo de levantamento de danos" e permite "enquadrar as medidas de apoio" correspondentes.
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