Rio justifica antecipação a Costa no encontro com João Lourenço e Eduardo dos Santos

Líder do PSD ambiciona cimentar "relações positivas" com o Movimento Popular de Libertação de Angola.

28 de junho de 2018 às 05:13
Rui Rio Foto: Lusa
Rui Rio Foto: Lusa
Rui Rio Foto: Lusa
João Lourenço, Presidente de Angola Foto: Getty Images
João Lourenço Foto: Getty Images
João Lourenço Foto: Getty Images
José Eduardo dos Santos Foto: Reuters
José Eduardo dos Santos Foto: Reuters

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O líder do PSD reuniu-se-se esta quinta-feira, em Luanda, com o Presidente angolano, João Lourenço, e com o líder do MPLA, José Eduardo dos Santos, numa visita cujo objetivo era cimentar relação dos dois países. 

Sobre a antecipação a Costa, o líder do PSD justificou: "Eu vim quando tive oportunidade de vir. A minha deslocação a Angola está pensada há bastante tempo, desde que eu sou presidente do partido, houve a oportunidade de o fazer agora e eu fi-lo agora".

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Depois do encontro

O presidente do PSD disse, em Luanda, que as relações entre Angola e Portugal têm agora uma "estrada aberta" pela frente, destacando o "simbolismo" de ter sido recebido pelo chefe de Estado angolano, João Lourenço.

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O líder do maior partido da oposição portuguesa falava aos jornalistas, no Palácio Presidencial, em Luanda, depois de uma audiência, pouco habitual enquanto dirigente partidário, de cerca de 30 minutos, com o Presidente angolano.

À saída, Rui Rio admitiu que as dificuldades provocadas pelo processo judicial em Lisboa, contra o ex-vice-presidente da República, Manuel Vicente, estão ultrapassadas entre os dois países e o relacionamento entra numa nova fase de cooperação.

O presidente do PSD classificou ainda as reuniões com o líder do MPLA, José Eduardo dos Santos, e com o Presidente angolano, João Lourenço, como "de grande relevo" para Portugal, garantindo que visitou Angola mal teve oportunidade.

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Em apenas quatro horas, durante a manhã desta quinta-feira, o líder do maior partido da oposição em Portugal foi recebido em Luanda pelas duas figuras mais importantes do quadro político angolano, mas preferiu não sobrevalorizar o facto de acontecerem antes da anunciada visita a Luanda do primeiro-ministro português, António Costa.

A chegada a Luanda

Em declarações aos jornalistas, na quarta-feira, Rui Rio explicou que a visita a Angola envolve "dois contactos extraordinariamente relevantes", referindo-se à reunião com João Lourenço e ao encontro com José Eduardo dos Santos, no contexto das relações que o partido mantém.

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"Relações que o PSD sempre manteve e quer continuar a manter com o MPLA, relações positivas. E por outro lado aquilo que eu, enquanto português e líder da oposição em Portugal, tenho todo o gosto em contribuir, justamente para continuar a cimentar essa relação de há algum tempo e cada vez melhor", afirmou.

A viagem do líder do PSD acontece depois de a Procuradoria-Geral da República ter transferido para Angola o processo judicial que envolve o ex-vice-Presidente angolano Manuel Vicente.

Rui Rio admitiu que houve morosidade na resolução do diferendo, sendo por isso um exemplo da reforma do sistema judicial português que afirma preconizar.

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"A morosidade é um dos aspetos e a morosidade que houve aqui, enfim, é a morosidade que há sempre [nos tribunais portugueses]", observou.

Sobre o Presidente angolano, que o recebe no Palácio Presidencial, na Cidade Alta, em Luanda, às 09h00, Rui Rio destacou como "altamente positiva" a política implementada por João Lourenço, de combate à corrupção.

"Qualquer país que vise o desenvolvimento tem, naturalmente, de procurar eliminar esse fenómeno, que é um fenómeno que infelizmente nós conhecemos por todo o lado. Em Portugal, como sabe, também conhecemos esse fenómeno, procuramos sempre ultrapassar, erradicar", disse.

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O presidente do PSD elogiou ainda o plano do Governo de Angola para implementar as autarquias locais, a partir de 2020, destacando o balanço "muito mais positivo" com as quatro décadas da administração local em Portugal, tendo em conta a qualidade de vida das pessoas.

Rui Rio, que regressa a Lisboa na sexta-feira, está acompanhado nesta deslocação pelo presidente da Comissão de Relações Internacionais do PSD, Tiago Moreira de Sá.

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