Livre diz que só o Governo não percebe rejeição do pacote laboral

Líder parlamentar do Livre defendeu que o executivo tem de decidir se quer estabilidade, salvaguardando os direitos dos trabalhadores.

01 de maio de 2026 às 16:26
Isabel Mendes Lopes fala aos jornalistas durante a marcha do Dia do Trabalhador convocada pela CGTP-IN Foto: Tiago Petinga
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O Livre considerou esta sexta-feira que só o Governo não percebe a rejeição do pacote laboral e defendeu que o executivo tem de decidir se quer estabilidade, salvaguardando os direitos dos trabalhadores.

Em declarações aos jornalistas durante a manifestação do Dia do Trabalhador, promovida pela CGTP-IN em Lisboa, a líder parlamentar do Livre afirmou que "a rejeição do pacote laboral é claríssima e é transversal na sociedade" e "o Governo parece ser o único que não percebe essa rejeição".

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"O Governo é que tem de escolher se se quer colocar nas mãos do Chega para aprovar uma reforma laboral ou se, de facto, valoriza a estabilidade da nossa legislação laboral, que é uma condição essencial para as empresas e para a competitividade do país", considerou.

Isabel Mendes Lopes avisou que "uma reforma laboral feita contra aquilo que é a sensibilidade do país e apenas com o extremo do parlamento não é uma alteração que seja estável, porque, rapidamente, assim que haja outra maioria haverá a necessidade de retomar e de reverter este roubo de direitos que representa o pacote laboral".

"O Governo tem de escolher se de facto quer estabilidade para o país, se quer salvaguardar os direitos dos trabalhadores, como o país pede", salientou.

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Para a co-porta-voz do Livre, é preciso saber agora qual a posição do Chega, referindo que o partido de André Ventura "tem sido altamente instável" e "também já percebeu que há uma rejeição", mudando "ativamente a sua posição".

Isabel Mendes Lopes acusou ainda o Governo de intransigência neste dossier e de desvalorizar a concertação social, "sobretudo as duas estruturas representantes dos trabalhadores", considerando que a CGTP tem sido "tratada de uma forma absolutamente inacreditável" e que a UGT tem sofrido "uma pressão que é absolutamente inaceitável".

"Estamos neste 1º de Maio para reforçar a importância dos direitos dos trabalhadores, contra esta reforma laboral e também em solidariedade tanto com a CGTP como com a UGT em relação a toda a forma como têm sido tratadas pelo Governo", indicou a deputada.

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