"Sempre fui um servidor público": Luís Neves toma posse como ministro da Administração Interna

Ex-diretor da PJ torna-se no terceiro responsável pela pasta dos governos de Luís Montenegro.

23 de fevereiro de 2026 às 10:01
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Luís Neves já é ministro da Administração Interna. O novo responsável tomou posse esta manhã de segunda-feira, por volta das 10h00, no Palácio de Belém, naquela que será muito provavelmente a última cerimónia de posse com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa enquanto Presidente da República.

O ex-diretor da PJ torna-se no terceiro MAI de Luís Montenegro, sucedendo a Maria Lúcia Amaral e a Margarida Blasco (o próprio primeiro-ministro acumulou nas últimas semanas, na sequência da demissão da anterior responsável).

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Além do novo ministro, tomaram ainda posse os secretários de Estado Paulo Simões Ribeiro, Telmo Correia e Rui Rocha, que transitam do ministério de Maria Lúcia Amaral.

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FOTO: João Relvas/Lusa
O novo ministro e os secretários de Estado
FOTO: João Relvas/Lusa
Luís Neves toma posse como ministro da Administração Interna

"Sempre fui um servidor público", disse o novo ministro, em declarações aos jornalistas após a tomada de posse. Luís Neves justificou ter aceitado o convite com a vontade de abraçar "um novo desafio", sublinhando o "apelo" que sentiu e os desafios que o esperam.

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O agora ex-diretor da PJ rejeitou ainda quaisquer ideias de que a investigação a Luís Montenegro no caso Spinumviva possa pesar na sua consciência e atuação como ministro. "O diretor nacional não investiga ninguém", garantiu, afirmando que tal não lhe ofereceu reservas na hora do convite. "Aceitei, ciente do papel que tive, que tenho, e da estanquizaçao do cargo que agora assumo", disse.

Luís Neves deixou ainda um 'recado' à oposição e aos líderes políticos, garantindo que conta com todos – desde que venham para acrescentar. "Ouvi atentamente aquilo que foi dito este fim de semana. As propostas que sejam construtivas serão tidas em conta, as que não estiverem nesse patamar serão discutidas. As que simplesmente violem a minha consciência, naturalmente, serão afastadas", afirmou.

Esta foi a primeira mudança na composição do XXV Governo Constitucional, o segundo executivo PSD/CDS-PP chefiado por Luís Montenegro, que tomou posse há quase nove meses, em 5 de junho do ano passado.

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Maria Lúcia Amaral, ex-provedora de Justiça, demitiu-se em 10 de fevereiro, depois de uma onda de críticas à forma como atuou e geriu a resposta às recentes tempestades que provocaram mortes e destruição de casas e infraestruturas, e foi exonerada no dia seguinte.

O primeiro-ministro e os ministros de Estado e das Finanças, da Presidência, da Economia e da Coesão Territorial, Adjunto e da Reforma do Estado, dos Assuntos Parlamentares, da Defesa, das Infraestruturas e da Habitação, da Justiça, da Saúde e da Cultura, Juventude e Desporto assistiram a esta cerimónia de posse, que durou cerca de três minutos, seguida da habitual sessão de cumprimentos.

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O procurador-geral da República, Amadeu Guerra, o vice-presidente da Assembleia da República Marcos Perestrello, e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, também estiveram presentes.

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