MAI considera que objetivo da reestruturação da PSP "nunca foi encerrar esquadras por encerrar"

Luís Neves referiu que uma esquadra tem que ter diariamente pelo menos 30 elementos policiais e, muitas vezes, está num "edifício completamente velho e destruído".

17 de junho de 2026 às 14:05
Luís Neves, ministro da Administração Interna Foto: Manuel de Almeia/Lusa/EPA
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O ministro da Administração Interna disse esta quarta-feira que o objetivo da reorganização da PSP em Lisboa, Porto e Setúbal "nunca foi encerrar esquadras por encerrar", avançando que ainda não há decisão sobre as estruturas da polícia que vão fechar.

"Iniciámos um processo de reorganização territorial da PSP em Lisboa, Porto e Setúbal. A PSP fez uma proposta que estou a avaliar", disse Luís Neves no parlamento, onde está a ser ouvido, esclarecendo que "o objetivo desta reorganização nunca foi encerrar esquadras por encerrar".

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O ministro explicou que o Governo está a equacionar o encerramento de esquadras no "sentido de aproveitar e ter mais meios" e "mais polícias nas ruas", mas recusou a ideia de criação de super esquadras.

O governante disse aos deputados que "o objetivo é libertar recursos administrativos e concentrar mais polícias naquilo que verdadeiramente faz a diferença para os cidadãos: o patrulhamento, a prevenção e a proximidade".

Quando questionado pela deputada do PCP Paula Santos sobre o encerramento da esquadra de Santo António dos Cavaleiros, o ministro respondeu: "Não posso dizer se é aquela ou outra esquadra que vamos fechar".

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Luís Neves referiu que uma esquadra tem que ter diariamente pelo menos 30 elementos policiais e, muitas vezes, está num "edifício completamente velho e destruído".

"O que nós queremos, de facto, é colocar mais elementos de polícia a conhecer quem está na rua, a conhecer as pessoas, a conhecer os comerciantes, a apoiar e a interagir", frisou.

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