Desempregados de longa duração vão receber mais 6 meses de subsídio
PCP quer tornar permanente medida extraordinária numa lei autónoma do Orçamento.
O PCP acredita que "chegarão a bom porto as negociações com o Governo para tornar permanente a medida extraordinária de mais seis meses de apoio aos desempregados de longa duração", disse ao CM a deputada comunista Diana Ferreira.
"O objetivo é que o subsídio deixe de estar dependente dos sucessivos orçamentos do Estado, como sucede desde 2016, e possa ficar consagrado numa lei autónoma", explicou a deputada.
A iniciativa comunista deu entrada no Parlamento a 17 de setembro e "visa tornar definitiva a prestação social de apoio aos desempregados de longa duração".
Quem, há mais de meio ano, tenha deixado de beneficiar do subsídio social de desemprego inicial ou subsequente, "passará a poder usufruir de um apoio extra durante mais seis meses, que será de valor igual a 80% do montante do último subsídio pago", lê-se na proposta.
"Temos estado em conversações com o PS e os sinais que nos têm dado são positivos", por isso, Diana Ferreira acredita que "será possível viabilizar o projeto e dar um passo em frente no combate a este flagelo". A discussão da proposta ainda não está agendada, mas a deputada espera que possa ser debatida "a tempo de entrar em vigor já a 1 de janeiro de 2019".
5387 beneficiaram da prestação social em julho
Em julho deste ano, 5387 desempregados de longa duração beneficiaram da prestação social extraordinária, segundo os dados mais recentes do Instituto da Segurança Social. Significa um aumento de 2238 beneficiários face a julho de 2016, altura em que foi criada a medida por proposta do PCP. O valor médio mensal tem diminuído. Em 2016 era de 391,44 euros e, no ano passado, caiu para 306,34 euros.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt