Marco Almeida é candidato à Câmara de Sintra
António Capucho vai liderar a candidatura à Assembleia Municipal de Sintra.
O vereador sintrense Marco Almeida, que vai concorrer à câmara apoiado pelo PSD, informou esta quinta-feira que o antigo dirigente social-democrata António Capucho, expulso do partido em 2014, vai liderar a candidatura à Assembleia Municipal de Sintra.
"No âmbito do processo de uma concertação de esforços para uma candidatura conjunta, o nome proposto é o de António Capucho", afirmou Marco Almeida, em declarações à agência Lusa.
O atual vereador eleito pelo movimento independente Sintrenses com Marco Almeida (SCMA) considerou que, no processo de encontro com o PSD, a candidatura de Capucho para a assembleia municipal "não é matéria para dividir e que ponha em causa a candidatura conjunta".
"O importante é perceber que houve um processo de distanciamento em 2013 e agora há um processo de congregação de esforços para se vencer as eleições de 2017. E é vencer a câmara, a assembleia municipal e as sete freguesias que faltam, porque a avaliação da atual gestão é um desastre", frisou Marco Almeida.
O também antigo vereador pelo PSD e vice-presidente do social-democrata Fernando Seara, que liderou a autarquia durante três mandatos, abandonou o partido em 2013 e candidatou-se à presidência da câmara como independente.
O movimento SCMA foi derrotado pelo candidato do PS, Basílio Horta, por uma diferença de 1.700 votos, ocupando ambas as forças quatro lugares no executivo, à frente do candidato social-democrata Pedro Pinto, que conseguiu dois eleitos.
O antigo presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, foi expulso do PSD em fevereiro de 2014, ao fim de 40 anos de militância, após ter liderado a candidatura do movimento SCMA à Assembleia Municipal de Sintra.
"Este encontro com diferentes formações partidárias e cívicas é facilitado pela convicção conjunta de que o concelho tem de ter uma alternativa à liderança do dr. Basílio Horta", salientou Marco Almeida, adiantando que, além do PSD, PPM e movimentos cívicos, ainda se encontra em negociações com o CDS-PP.
O autarca independente confirmou que "António Capucho esteve em alguns momentos do processo negocial com outras formações partidárias, incluindo o PSD, e com outros movimentos cívicos" e que aceitou o seu convite para voltar a concorrer à assembleia municipal.
"No meu caso, sou candidato à câmara, no âmbito de uma coligação designada Sintrenses com Marco Almeida, mas indicado pelo PSD", explicou o atual vereador, acrescentando que os restantes candidatos serão indicados na lista pelos outros partidos ou movimentos.
Segundo Marco Almeida, a sua candidatura alargou-se a outros apoios, nomeadamente do antigo ministro e presidente da Câmara de Lisboa Carmona Rodrigues, que coordena a elaboração do seu programa eleitoral, com o objetivo de conquistar "uma câmara que acumula receitas em contas bancárias" e que "vive de promessas".
Uma fonte do movimento SCMA explicou à Lusa que António Capucho esteve "nas negociações preliminares de Marco Almeida com Miguel Pinto Luz", presidente da distrital de Lisboa do PSD, em dois jantares e dois contactos mais restritos, além de "uma reunião mais alargada para quebrar o gelo e não deixar qualquer 'pedra no sapato'".
"Isto é uma oportunidade única de reconciliar a família social-democrata em Sintra, onde houve cerca de 90 pessoas que saíram, uns porque foram expulsos e outros que saíram de moto próprio", notou a fonte.
O antigo secretário-geral, vice-presidente e líder parlamentar do PSD tem sido um dos maiores críticos da liderança partidária de Pedro Passos Coelho e participou, como convidado e independente, numa convenção nacional do PS.
"Para nós é matéria que nunca irá a decisão da comissão política nacional", comentou hoje à Lusa o coordenador autárquico do PSD, Carlos Carreiras, sobre uma candidatura de Capucho para a assembleia municipal.
O também atual presidente da Câmara de Cascais (sucessor de Capucho) não quis alimentar qualquer polémica em torno do assunto, reiterando que as estruturas nacionais só se vão pronunciar "sobre candidaturas a presidentes de câmara".
O presidente da distrital de Lisboa do PSD, Miguel Pinto Luz, também se escusou a comentar a candidatura de António Capucho, admitindo apenas que participou nas negociações com Marco Almeida e que o momento é de "resolver os candidatos às câmaras".
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