Mariana Leitão exige explicações do ministro da Educação sobre polémica dos exames nacionais
Presidente da IL afirma que Fernando Alexandre insistiu "em escalar o processo sem ter a garantia de que as falhas que tinham sido identificadas no projeto-piloto estavam resolvidas".
A líder da Iniciativa Liberal (IL) Mariana Leitão disse este sábado que o processo de correção dos exames nacionais revela teimosia e incompetência, exortando o ministro da Educação a dar explicações sobre problemas que continuam sem resposta.
"Teimosia e incompetência, não há dúvida nenhuma, neste processo todo, é óbvio que houve muita incompetência", acusou a presidente da IL, nomeando o ministro Fernando Alexandre como o principal responsável pelo processo de digitalização em curso.
Em declarações aos jornalistas à margem da iniciativa "Liberais ao Centro", que este sábado decorre em Coimbra, Mariana Leitão acusou o ministro de manter "uma certa teimosia [...] que tem sido gritante ao longo de todo este processo" da correção digital dos exames nacionais.
Segundo a presidente da IL, Fernando Alexandre não só insistiu "em escalar o processo sem ter a garantia de que as falhas que tinham sido identificadas no projeto-piloto estavam resolvidas", como, depois, "começou a disparar culpas para todos os lados, não assumindo a sua própria responsabilidade".
"Porque, em última instância, é sempre ele [Fernando Alexandre] o responsável", vincou a líder liberal.
Sobre a existência de pautas com notas negativas e classificações suspensas, Mariana Leitão considerou-as "um conjunto de pendências graves, e sem que haja a informação necessária para os alunos".
"O senhor ministro diz que vai ser feita uma auditoria, eu estou muito curiosa para saber o que vai sair nessa auditoria, mas acima de tudo para perceber o que é que o ministério [da Educação] vai fazer para corrigir as falhas", observou.
O processo em curso "está ele todo bastante fragilizado e com um conjunto alargado de problemas" que carecem de explicações e soluções expeditas, frisou Mariana Leitão, dizendo não ter "garantia nenhuma" de que os problemas "estejam, de facto, resolvidos", concluiu.
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