Marisa Matias considera prisão de Nito Alves "um excesso"

O jovem angolano Nito Alves foi condenado a seis meses de prisão pelo crime de injúrias aos magistrados.

13 de fevereiro de 2016 às 15:49
marisa matias Foto: José Coelho/Lusa
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A eurodeputada Marisa Matias disse este sábado à agência Lusa que condenação do ativista angolano Nito Alves a seis meses de prisão efetiva é um "excesso" que vai contra o cumprimento dos direitos humanos.

"Não gosto de misturar justiça com política, mas aqui estamos a falar claramente de uma questão de direitos humanos e, tendo em conta aquilo que prevê a lei angolana, há um excesso aplicado a Nito Alves e que não está vinculado ao que prevê a própria lei", disse à Lusa a eurodeputada do Bloco de Esquerda a propósito da prisão do ativista, que se encontra detido na prisão de Viana, em Luanda.

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Na segunda-feira passada, Manuel Chivonde Baptista Nito Alves, do grupo de ativistas angolanos, em prisão domiciliária, acusados de atos preparatórios de rebelião, foi condenado sumariamente a seis meses de prisão efetiva na cadeia de Viana, Luanda, pelo crime de injúrias aos magistrados.

"Não temo pela minha vida, este julgamento é uma palhaçada", expressou Nito Alves durante a sessão de julgamento do caso dos 15 jovens ativistas, em prisão domiciliária, e duas outras rés, que respondem em liberdade às acusações de atos preparatórios de rebelião e de atentado contra o Presidente da República.

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