Menos dinheiro na corrida a Belém
Os cinco candidatos à Presidência da República vão ter menos 426 mil euros do Estado cada um para gastar com a campanha eleitoral. A decisão do grupo de trabalho parlamentar para o financiamento de partidos só terá efeitos até 2013.<br/><br/>
Os deputados aprovaram um corte de 10% nas subvenções públicas para os partidos políticos, grupos parlamentares e campanhas eleitorais, sendo que a medida terá efeito nas presidenciais de 2011. Ou seja, a verba de cerca 4,3 milhões de euros que a lei estipulava até então para cada um dos candidatos na primeira volta sofre desde já um corte de 426 mil euros. Esta é, porém, uma norma transitória, tendo como meta Dezembro de 2013. PS e PSD foram unânimes ao sustentar que esta é uma medida de resposta à actual crise económica e financeira.
Se tivermos em conta os 90,6 milhões de euros do Orçamento da Assembleia da República para 2010 para estas subvenções, este corte teria representado menos nove milhões de euros para partidos, bancadas e eleições (Europeias, Autárquicas e Legislativas).
Os partidos aprovaram ainda a obrigatoriedade dos candidatos devolverem ao Estado a verba remanescente das campanhas. E a fiscalização das contas dos grupos parlamentares passa a estar a cargo do Tribunal Constitucional.
Sem acordo ficou o aumento dos valores que os partidos podem receber em iniciativas de angariação em dinheiro vivo, uma subida que já na anterior legislatura recebeu o veto do Presidente da República.
CAMPOS E CUNHA COM CAVACO
Luís Campos e Cunha, ex-ministro das Finanças de José Sócrates, é o mandatário distrital de Lisboa da candidatura de Cavaco Silva, e o democrata-cristão António Lobo Xavier é o mandatário distrital do Porto.
Segundo fonte da candidatura do Presidente recandidato estas escolhas reflectem bem a "abertura" de Cavaco Silva a todas as áreas, nomeadamente a política.
No distrito de Aveiro, o mandatário da candidatura será Cardoso da Costa, antigo presidente do Tribunal Constitucional. E em Faro, a escolha recaiu no ex-reitor da Universidade do Algarve Adriano Pimpão, também ex-secretário de Estado do Desenvolvimento Regional nos governos de António Guterres. Em Beja, Cavaco convidou o jovem agricultor Filipe Cameirinha para mandatário.
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