Ministério da Saúde vai processar o presidente da associação dos médicos tarefeiros

Em causa estão declarações de Nuno Figueiredo e Sousa depois de o Governo aprovar e anunciar novas regras e incompatibilidades para o acesso dos prestadores de serviços ao SNS.

12 de maio de 2026 às 08:43
Ministra da Saúde, Ana Paula Martins Foto: António Pedro Santos/Lusa
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O Ministério da Saúde vai processar Nuno Figueiredo e Sousa, presidente da Associação dos Médicos Prestadores de Serviço (AMPS). A informação foi avançada pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, em entrevista à Antena1.

Em causa estão declarações de Nuno Figueiredo e Sousa depois de o Governo anunciar novas regras e incompatibilidades para o acesso dos prestadores de serviços ao SNS. "Este regime de incompatibilidades é uma tentativa de homicídio às populações do interior do País”, afirmou o presidente da AMPS.

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Ana Paula Martins acusou Nuno Figueiredo e Sousa de "cometer perjúrio afirmando algo que não pode comprovar", acrescentando que as declarações foram "de uma gravidade enorme".

"Vai merecer do Governo uma análise jurídica para intervenção se for o caso. Admito processar, sim senhora. Não se pode acusar um Governo de homicídio sem que estas afirmações sejam altamente escrutinadas e altamente avaliadas", afirmou a ministra, que acusa ainda o presidente da AMPS de estar a proteger "um negócio que em 2025 lucrou 249 milhões de euros em detrimento de uma solução organizada para a prestação de cuidados de saúde aos portugueses".

Na mesma entrevista, Ana Paula Martins garantiu que o Executivo não tem intenções de acabar com os médicos tarefeiros, mas admitiu que o País está demasiado dependente de tarefeiros e que é importante "regular o contrato de prestação de serviços".

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Sobre os vários pedidos de demissão, a ministra da Saúde garante que sairá "o dia em que tiver de sair, ou quando o senhor primeiro-ministro entender que é essa altura", por isso "não vale a pena pedirem a demissão", diz.

Quando questionada sobre um possível perigo para a população portuguesa, Ana Paula Martins assegura que não há "nenhum motivo de alarme" e que está em contacto permanente com a Diretora-Geral de Saúde. 

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