Ministério Público acusa três no 'Caso das Secretas'

O Ministério Público acusa três arguidos do denominado 'Caso das Secretas' pelos crimes de acesso ilegítimo agravado, abuso de poder, violação do segredo de Estado e corrupção passiva e activa para acto ilícito.

07 de maio de 2012 às 21:11
secretas, arguidos, ministério público, crimes, corrupção, abuso de poder Foto: Arquivo CM
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A informação foi prestada esta segunda-feira pelo Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP).

A nota indica apenas que a um dos arguidos lhe foi imputado um crime de acesso ilegítimo agravado, três de abuso de poder, um de violação de segredo de Estado e um de corrupção passiva para acto ilícito.

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Outro arguido foi acusado de acesso ilegítimo agravado e três de abuso de poder e um outro está acusado de corrupção activa para acto ilícito.

A acusação do Ministério Público ocorre depois de, a 26 de Abril, terem sido interrogados no DIAP de Lisboa o presidente da Ongoing, Nuno Vasconcellos, e o ex-administrador da empresa e ex-director Sistema de Informações Estratégicas e de Defesa (SIED), Jorge Silva Carvalho, por suspeita de ilícitos criminais relacionados com acesso ilegítimo a dados pessoais do jornalista Nuno Simas.

Em Agosto do ano passado a investigação do caso sobre alegadas escutas e espionagem ilegal feita pelos serviços secretos foi considerada prioritária e urgente, e o inquérito foi aberto a pedido do director do Serviço de Informações da República Portuguesa (SIRP), Júlio Pereira.

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Na altura, Júlio Pereira pediu ao Ministério Público que fosse instaurado um inquérito criminal sobre alegadas fugas de informação nas secretas, tendo ele próprio prestado declarações.

O caso ocorreu em Julho passado, tendo sido revelado que o ex-director do SIED Jorge Silva Carvalho passou à empresa privada Ongoing informações relacionadas com dois empresários russos, antes de abandonar a chefia do organismo, em Novembro de 2010.

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