Ministério Público trabalha para que "tudo seja rápido" nos casos que envolvem MAI e Chega

Amadeu Guerra falou aos jornalistas no final da cerimónia de inauguração do novo Palácio de Justiça de Beja.

15 de setembro de 2026 às 15:03
Ministro da Administração Interna, Luís Neves Foto: Miguel A. Lopes
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O procurador-geral da República afirmou, esta terça-feira, que o Ministério Público está a "trabalhar para que tudo seja rápido" nos casos que envolvem o ministro Luís Neves e da alegada invasão e roubo no gabinete do presidente do Chega.

"Estamos a trabalhar para que tudo seja rápido", afirmou o procurador-geral da República (PGR), Amadeu Guerra, ao ser questionado pelos jornalistas sobre estes casos no final da cerimónia de inauguração do novo Palácio de Justiça de Beja.

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Em relação aos inquéritos que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves, o PGR referiu que o Ministério Público (MP) tem diligências previstas e está "à esperas que sejam feitas".

"Os processos estão em segredo de justiça", realçou Amadeu Guerra, perante a insistência dos jornalistas.

O PGR acedeu a falar sobre a averiguação em curso no Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Beja relativo às construções na propriedade que o MAI possui em Odemira, neste distrito alentejano.

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"O MP está a recolher informação sobre os aspetos de licenciamento, se é necessário e se não é necessário, a fazer contactos com a câmara no sentido de perceber o que é que aconteceu, e (...) os aspetos do PDM [Plano Diretor Municipal], que aliás está em processo de alteração", adiantou.

Segundo o PGR, neste caso, o MP quando estiver na posse de todos os elementos que entende necessários vai tomar uma decisão.

"Se verificarmos que há razões para propor uma ação administrativa, propomos a ação administrativa. Se acharmos que não há razões para não pôr qualquer ação administrativa, não o faremos", sublinhou.

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Quanto aos outros casos que envolvem o ministro, Amadeu Guerra frisou que se trata de "processos-crime, que estão em segredo de justiça".

Sobre a alegada invasão e roubo no gabinete do líder do Chega, André Ventura, no parlamento, o PGR limitou-se a adiantar que o processo "está em investigação com celeridade", assinalando que até "decorreu durante as férias".

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