Ministra da Cultura anuncia linha de um milhão de euros para internacionalização na cultura criada até dezembro
Margarida Balseiro Lopes anunciou ainda que o apoio no valor de um milhão de euros, destinado aos projetos de serviços educativos de todo o país, será lançado em outubro.
A ministra da Cultura anunciou esta quarta-feira a criação, até ao final do ano, de uma linha de um milhão de euros para apoiar a internacionalização e reforçar a projeção dos agentes nacionais no estrangeiro.
"Até ao final do ano e através do Fundo de Fomento Cultural, será criada uma linha de financiamento no valor de um milhão de euros, precisamente para apoiar a internacionalização da cultura portuguesa, de forma a reforçar a capacidade de projeção dos agentes nacionais", anunciou, no Porto, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes.
Durante a segunda edição do Fórum Cultura, que decorreu na Casa da Música, no Porto, a governante explicou que o novo mecanismo de financiamento será implementado até ao final de 2026, para assegurar um apoio regular e articulado com os parceiros do setor.
"A internacionalização é uma afirmação de confiança no talento português e na capacidade criativa do nosso país", afirmou a ministra, sublinhando que a cultura deve ser um "pilar estratégico da identidade e da projeção externa" de Portugal.
A governante destacou exemplos desta estratégia de diplomacia cultural, como a presença de Portugal nas jornadas do património de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, em fevereiro de 2026, ou a exposição do V Centenário de Camões, na Biblioteca Nacional de Espanha, em outubro.
Margarida Balseiro Lopes anunciou ainda que o apoio no valor de um milhão de euros, destinado aos projetos de serviços educativos de todo o país, será lançado em outubro.
Segundo a ministra, o objetivo é "assegurar que este esforço chega a todas as regiões, especialmente onde a cultura é mais limitada", combatendo desigualdades territoriais.
A ministra apontou a coesão territorial como prioridade, anunciando ainda uma majoração nos apoios para projetos localizados em concelhos do interior para garantir que "a cultura não seja um privilégio, mas um direito de todos".
O objetivo, frisou, é aproximar a cultura das novas gerações, garantindo que o acesso a este setor "não dependa do lugar onde nascemos ou onde escolhemos viver".
"A cultura não é um privilégio, mas um direito de todos", afirmou, detalhando que as quatro prioridades para a legislatura são a coesão territorial, a internacionalização, as acessibilidades e os serviços educativos e mediação cultural.
Com uma periodicidade trimestral, o Fórum Cultura, que dedicou o primeiro dia de trabalhos ao setor do teatro no Teatro Nacional de São João, terá uma nova edição em abril, em Ponta Delgada, no âmbito da Capital Portuguesa da Cultura.
A ministra concluiu que a política cultural deve ser "aberta e participada", rejeitando a ideia de uma cultura feita "em silos" e defendendo a colaboração transversal com áreas como a educação, saúde e coesão social, para responder aos desafios do ecossistema global.
O Fórum Cultura terá uma periodicidade trimestral e percorrerá vários pontos do país. A iniciativa pretende constituir-se como um espaço aberto e plural de escuta e diálogo, segundo o Governo.
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