Ministra da Saúde diz que índice de abandono e tempo global de espera nas urgências baixou
Ana Paula Martins sublinhou a necessidade de rever a composição das equipas da rede de referenciação das urgências.
A ministra da Saúde revelou esta quarta-feira que o índice de abandono na urgência baixou, assim como o tempo global de espera, e que com a triagem do SNS24 as idas à urgência caíram entre 20% a 40%.
"Globalmente, os nossos indicadores de urgência são, de facto, melhores. Temos menos pessoas a ir à urgência, reduzimos em cerca de 20 a 30%, nalguns casos em 40%, com a triagem com o SNS24", disse Ana Paula Martins, que falava aos jornalistas após a sessão de abertura da conferência "Doença de Alzheimer: Momento de Agir", que esta quarta-feira decorre na Assembleia da República.
A ministra disse ainda que, apesar de globalmente o tempo de espera ter caído, nalguns casos a espera reduziu menos, como nos doentes mais complexos, que fazem com que a taxa de internamento dos doentes que acorrem à urgência tenha aumentado.
Segundo revelou, há também “menos situações de contingência” – com urgências apenas a receber utentes enviados pelo Centro Operacional de Doentes Urgentes (CODU) -, mas avisou que isso não significa que não haja constrangimentos, sobretudo em agosto, quando cerca de 30% das equipas tirar férias.
“Mas o planeamento, posso garantir aos portugueses, foi feito com todo o rigor, dentro dos recursos humanos que nós temos, com escalas que naturalmente vão sendo adaptadas semana a semana”, disse a governante, reconhecendo que há “zonas de maios pressão”, dando o exemplo do Algarve.
Sobre as urgências no Algarve, designadamente em Portimão, a ministra rejeitou que haja falta de macas: “Nós temos muitas macas, nós compramos macas todos os anos. O que nós temos, por vezes, é um tempo que transcende os 30, 40 ou 50 minutos para a triagem e isso tem que ver com o espaço que temos na urgência”, explicou.
Sobre a urgência de Obstetrícia de Almada, a ministra recusou que tenha fechado, esclarecendo: “o que aconteceu, e acontecerá mais alguns dias, esperamos que poucos, (…) é que há dias em que estamos numa situação de contingência, (…) abertos para CODU”.
Sobre a concentração de urgências, disse que no segundo semestre do ano avançarão outros casos, não só na obstetrícia, mas noutras áreas, cuja proposta deverá ser apresentada em setembro, com urgências metropolitanas e regionais.
A propósito da rede de referenciação das urgências, a ministra sublinhou a necessidade de rever a composição das equipas.
“Tem que ser revista à luz da melhor prática europeia”, acrescentou.
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