Ministra sublinha aumento das contribuições dos imigrantes para Segurança Social

Rosário Palma Ramalho disse ainda que as contribuições dos imigrantes para a Segurança Social subiram 34% entre abril de 2024 e abril de 2026.

03 de julho de 2026 às 13:56
Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho Foto: António Pedro Santos/Lusa
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A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, afirmou hoje que Portugal tem "um saldo migratório positivo" e está a conseguir reter imigrantes que trazem mais valor acrescentado.

Em declarações aos jornalistas à margem de uma visita a uma unidade de fabrico e montagem de componentes modulares para a construção civil em Padim da Graça, Braga, a governante apontou que em dezembro de 2025 havia mais 45 mil imigrantes em Portugal do que em dezembro de 2024.

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Disse ainda que as contribuições dos imigrantes para a Segurança Social subiram 34% entre abril de 2024 e abril de 2026.

"O que significa que nós estamos a conseguir reter imigrantes e a reter imigrantes que trazem mais valor acrescentado ao país do que anteriormente, uma vez que se eles têm mais valor de contribuições é porque ganham mais", realçou.

Rosário Palma Ramalho reagia à notícia de hoje do Expresso que dá conta de que o Instituto da Segurança Social contabilizou em 2025 a cessação da atividade de 162.252 imigrantes que trabalhavam por conta de outrem e que não voltaram a ter registo ativo, "o que significa que abandonaram o país ou permanecem em território nacional, mas em situação ilegal".

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Para a ministra, estes números até "podem ser verdadeiros", mas estão descontextualizados.

"Devo dizer que gosto muito pouco de números pouco contextualizados. Na verdade, saiu esse número, mas nós temos ainda um saldo migratório positivo em Portugal. Temos de olhar para isto com uma periodicidade maior. Nós, em dezembro de 2025, tínhamos mais 45 mil imigrantes em Portugal do que em dezembro de 2024", reiterou.

Para a ministra, os saldos migratórios devem ser medidos não mês a mês, mas sim ano a ano.

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"Eu deixaria aqui uma mensagem de grande tranquilidade e também dizer que fico muito satisfeita pelo facto do valor médio da contribuição de um imigrante ser hoje 34% superior. Isto é um salto muito significativo", frisou.

Palma Ramalho disse ainda que esse tem de ser o caminho.

"Do nosso ponto de vista, tem de ser esse o caminho e o caminho, até agora, está a provar muito bem", rematou.

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