Ministra das Finanças: "PS promete resultados inatingíveis"
Maria Luísa Albuquerque acusou o PS pelo fraco crescimento económico nos últimos 15 anos.
A ministra das Finanças culpou, esta quarta-feira, o PS pelo fraco crescimento económico nos últimos 15 anos, considerando que os socialistas "prometem resultados que não são atingíveis", sugerindo uma análise de entidades independentes ao cenário macroeconómico do PS.
"Com aquilo que se propõem fazer agora, propõem exatamente a mesma receita e prometem outra vez resultados que não são atingíveis. Os portugueses já experimentaram e não merecem experimentar outra vez a mesma receita que conduz ao desastre", criticou a ministra das Finanças, durante o debate do Programa de Estabilidade que decorreu esta tarde no parlamento.
A governante respondia assim a críticas colocadas pelo PS sobre o Programa de Estabilidade 2015-2019, que foi debatido no parlamento, depois de o deputado socialista Eduardo Cabrita ter recordado que a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) conclui que, mesmo com a previsão de crescimento feita pelo Governo no documento, o Produto Interno Bruto (PIB) este ano "fique ao nível de 2001".
Numa análise sobre o Programa de Estabilidade a que a agência Lusa teve acesso, a UTAO estima que, confirmando-se o cenário macroeconómico do Governo para 2015 a 2019, o PIB em 2015 se deverá situar "um pouco acima do registado em 2001" e que "apenas em 2018 terá sido recuperado o nível da atividade económica registada em 2008".
Em termos nominais, a UTAO calcula que em 2015 o PIB alcance os níveis de 2007 e que, a verificarem-se as taxas médias de crescimento previstas, "o PIB nominal ultrapassará em 2016 os níveis atingidos antes da crise".
Depois de o PS ter recordado a análise da UTAO, a ministra das Finanças sugeriu ao PS que peça uma avaliação do seu cenário macroeconómico àquela entidade ou ao Conselho de Finanças Públicas (CFP) para perceber "se é ou não consistente".
"Aí já se poderia fazer uma avaliação mais adequada com a que estão a fazer com o Programa de Estabilidade", afirmou Maria Luís Albuquerque.
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