Ministro da Agricultura anuncia 40 milhões de euros de apoios para os estragos provocados pelo mau tempo
José Manuel Fernandes anunciou um apoio adicional de 40 milhões de euros para a reposição do potencial produtivo.
O ministro de Agricultura anunciou esta terça-feira em Torres Vedras uma linha de apoio de 40 milhões de euros destinada à reposição do potencial agrícola que teve estragos provocados pelo mau tempo.
José Manuel Fernandes anunciou "um apoio adicional ao que tem sido anunciado de 40 milhões de euros para a reposição do potencial produtivo. Para se aceder a esse apoio, é necessário que o prejuízo seja superior a 30% em termos da exploração".
Os apoios a fundo perdido destinam-se aos agricultores dos 68 concelhos onde foi declarada calamidade.
Desde quinta-feira, quando abriram os avisos, só na região de Lisboa e Vale do Tejo 190 pessoas sinalizaram os seus prejuízos, que estão estimados em 18 milhões de euros até agora, adiantou o governante.
As estufas de produção de tomate, um projeto de quase um milhão de euros de investimento erguido em 2022, ficaram quase todas destruídas, com estruturas metálicas vergadas e plásticos danificados, contou à Lusa um dos sócios.
"Tínhamos plantado tomate uma semana antes da tempestade Kristin e ficámos sem nada. Estavam aqui 22 mil plantas e conseguimos aproveitar cinco mil, porque a estrutura da estuda foi abaixo e a maior parte das plantas ficou debaixo ou estragada pelos ventos", contou à Lusa um dos sócios, Diogo Antunes.
O agricultor estimou entre 500 a 600 mil euros o prejuízo.
"Produzimos anualmente 600 toneladas de tomate que não vamos produzir, não temos trabalho para os nossos nove funcionários e não teremos faturação", alertou.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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