Ministro da Economia diz que primeira fonte de financiamento para prejuízos da depressão Kristin são as seguradoras
Castro Almeida acredita que "o Estado pode entrar supletivamente, complementarmente aos seguros".
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, afirmou hoje que a primeira fonte de financiamento para colmatar os prejuízos da depressão Kristin são as seguradoras, sendo que o Estado "pode entrar supletivamente".
"Do ponto de vista do financiamento, a primeira fonte de financiamento vão ser as companhias de seguros. As casas têm seguro, por via de regra, as fábricas têm seguro, os equipamentos públicos têm seguros e, portanto, onde há seguros, essa é a primeira fonte de financiamento", disse aos jornalistas Castro Almeida, após uma reunião com autarcas e outras entidades nos Bombeiros Sapadores de Leiria.
De acordo com o ministro, "o Estado pode entrar supletivamente, complementarmente aos seguros".
Questionado sobre o caso dos prejuízos em áreas agrícolas, o governante admitiu que "há uma falha de mercado e há poucas empresas de seguros a fazer seguros".
"Mas, quero dizer que, para essa área específica, já ontem mesmo [quinta-feira] foi aberto um concurso para os agricultores prejudicados nas suas instalações poderem candidatar-se a apoios que podem ir até 400 mil euros", adiantou.
Castro Almeida assegurou que "o Estado vai cumprir a sua obrigação solidária com o país, em complemento àquilo que é a obrigação contratual das companhias de seguros".
Na reunião não houve anúncio de qualquer envelope financeiro do Governo para os municípios.
"Hoje, não saímos daqui com nenhum envelope [financeiro], nem vamos ter hoje nenhum envelope, nem esse é o problema importante. O importante foi articular com os autarcas a resolução dos problemas que as populações estão a sofrer. E isso ficou bem articulado", adiantou.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
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