Ministro da Educação garante que diz sempre a verdade e critica Bloco de Esquerda

Fabian Figueiredo desafiou Fernando Alexandre a dizer a verdade sobre o projeto-piloto de digitalização dos exames nacionais de Filosofia e Matemática.

24 de julho de 2026 às 12:01
Ministro da Educação, Fernando Alexandre Foto: António Cotrim/Lusa
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O ministro da Educação afirmou esta sexta-feira que diz sempre a verdade e acusou o Bloco de Esquerda de tentar "lançar a ignomínia sobre as pessoas".

"Eu digo sempre a verdade, direi sempre a verdade, não sei fazer as coisas de outra maneira (...). E lamento muito que haja partidos que, de facto, tentam lançar a ignomínia sobre as pessoas, lançando lama para cima das pessoas. Lamento mesmo", referiu.

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Fernando Alexandre reagia às declarações do deputado do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, que o desafiou a dizer a verdade sobre o projeto-piloto de digitalização dos exames nacionais de Filosofia e Matemática.

"Eu digo sempre a verdade", reiterou o ministro.

E acrescentou que está sempre disponível para prestar todos os esclarecimentos.

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"Já fui três vezes ao Parlamento falar sobre este tema, mesmo no meio do processo. Vejam, enquanto nós estávamos a resolver o problema, eu e a minha equipa tivemos de ser desviados do problema para ir três vezes ao Parlamento (...). Estamos sempre disponíveis para disponibilizar todos os dados, toda a informação será dada", referiu.

Na quinta-feira, o Bloco de Esquerda requereu acesso a todas as informações escritas sobre o projeto-piloto de digitalização do exame nacional de Filosofia e da prova de Matemática do 9.º ano, bem como cópia das cartas de demissão apresentadas por coordenadores regionais do Júri Nacional de Exames.

Num requerimento dirigido ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação, Fabian Figueiredo lembra que esta semana, em audição no parlamento, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, afirmou que "o Governo não tem relatório nenhum" que identificasse falhas no projeto-piloto de correção digital do exame de Filosofia de 2025, tendo o secretário de Estado Adjunto e da Educação declarado que "o Governo não ignorou alertas".

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"No mesmo dia, foi tornada pública informação, com confirmação do próprio Ministério da Educação, quanto às demissões de pelo menos três dos sete coordenadores regionais do Júri Nacional de Exames e vários responsáveis por agrupamentos de exames", em 2025, "após terem comunicado ao Secretário de Estado as falhas verificadas na digitalização das provas de Matemática do 9.º ano e de Filosofia do 11.º ano", lê-se no requerimento.

Fabian Figueiredo afirma que, "segundo a mesma informação, o secretário de Estado terá solicitado um relatório aos coordenadores dos então 34 agrupamentos de exames na sequência do atraso na afixação das pautas de 2025, e alguns desses relatórios continham já referências às falhas do exame de Filosofia, às dificuldades de acesso à plataforma pelos classificadores e ao desaparecimento de folhas de continuação, os problemas que se generalizaram em 2026".

"Existe, pois, uma contradição de facto entre as declarações prestadas no parlamento e a informação tornada pública, cuja resolução não pode assentar em declarações, mas apenas no acesso à documentação de suporte", argumenta o deputado único bloquista.

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