Ministro da Presidência afirma que a entrada do Estado na Efacec vai seguramente suscitar uma grande discussão pública
Intervenção na empresa terá custado 484 milhões de euros aos cofres do Estado.
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, manifestou-se, esta quinta-feira, convicto de que a entrada do Estado na Efacec e o processo de privatização da empresa vão ser alvo de uma grande e atenta discussão pública.
Questionado sobre a auditoria à Efacec que está a ser feita pelo Tribunal de Contas, o ministro referiu que o Governo teve conhecimento de uma versão preliminar do relatório, mas que não se vai pronunciar, porque o processo [de auditoria] continua.
Porém, afirmou, "do que se sabe sobre o processo da entrada do Estado, na nacionalização, da Efacec, da forma como as decisões foram tomadas, como foram mobilizados dinheiros públicos, como foram arriscados dinheiros dos portugueses [...], o que se sabe daquele relatório vai seguramente suscitar uma grande discussão pública".
Citando informação preliminar de uma auditoria do Tribunal de Contas, foi noticiado esta quarta-feira que a intervenção na Efacec custou 484 milhões de euros aos cofres do Estado até à venda da empresa ao fundo alemão Mutares.
Apontando a "dimensão gigantesca do impacto desta operação [cerca de 500 milhões de euros]", o ministro afirmou que "o país merece e precisa que se discuta a qualidade, o rigor e a defesa do interesse público com que essas decisões foram tomadas".
Questionado sobre se o Governo vai tomar alguma posição em relação á Efacec, António Leitão Amaro sublinhou que esta é hoje uma empresa privada e que o executivo respeita os contratos, a lei e a ordem.
"Coisa diferente", sustentou, "é a desresponsabilização, a discussão política do que aconteceu", apontando que o parlamento é o palco onde essa análise e discussão deve ocorrer.
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