Ministro da Presidência afirma que a entrada do Estado na Efacec vai seguramente suscitar uma grande discussão pública

Intervenção na empresa terá custado 484 milhões de euros aos cofres do Estado.

05 de setembro de 2024 às 16:38
Leitão Amaro Foto: TIAGO PETINGA/LUSA
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O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, manifestou-se, esta quinta-feira, convicto de que a entrada do Estado na Efacec e o processo de privatização da empresa vão ser alvo de uma grande e atenta discussão pública.

Questionado sobre a auditoria à Efacec que está a ser feita pelo Tribunal de Contas, o ministro referiu que o Governo teve conhecimento de uma versão preliminar do relatório, mas que não se vai pronunciar, porque o processo [de auditoria] continua.

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Porém, afirmou, "do que se sabe sobre o processo da entrada do Estado, na nacionalização, da Efacec, da forma como as decisões foram tomadas, como foram mobilizados dinheiros públicos, como foram arriscados dinheiros dos portugueses [...], o que se sabe daquele relatório vai seguramente suscitar uma grande discussão pública".

Citando informação preliminar de uma auditoria do Tribunal de Contas, foi noticiado esta quarta-feira que a intervenção na Efacec custou 484 milhões de euros aos cofres do Estado até à venda da empresa ao fundo alemão Mutares.

Apontando a "dimensão gigantesca do impacto desta operação [cerca de 500 milhões de euros]", o ministro afirmou que "o país merece e precisa que se discuta a qualidade, o rigor e a defesa do interesse público com que essas decisões foram tomadas".

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Questionado sobre se o Governo vai tomar alguma posição em relação á Efacec, António Leitão Amaro sublinhou que esta é hoje uma empresa privada e que o executivo respeita os contratos, a lei e a ordem.

"Coisa diferente", sustentou, "é a desresponsabilização, a discussão política do que aconteceu", apontando que o parlamento é o palco onde essa análise e discussão deve ocorrer.

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