Ministro da Saúde vai ser ouvido no parlamento sobre mudança do Infarmed

Audição foi aprovada por unanimidade.

29 de novembro de 2017 às 15:41
Adalberto Campos Fernandes, ministro da Saúde Foto: Alexandre Azevedo
O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes Foto: Bruno Colaço
O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes Foto: Lusa
O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes Foto: Manuel Araújo/Lusa

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O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, vai ser ouvido na comissão parlamentar de Saúde sobre a decisão de transferir o Infarmed para o Porto, na sequência de uma votação unânime feita esta quarta-feira.

A audição foi aprovada por unanimidade, disse à Lusa o deputado do Bloco de Esquerda Moisés Ferreira.

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O requerimento para audição de Adalberto Campos Fernandes sobre a transferência do organismo regulador do medicamento para a cidade do Porto foi apresentado pelo PSD, alegando necessidade de ouvir com urgência as explicações do ministro da Saúde sobre "os fundamentos da decisão governamental".

O PSD pediu ainda ao Governo que envie à comissão parlamentar "todos os documentos oficiais que tenham eventualmente sustentado a referida decisão e, designadamente, que evidenciem que a mesma foi tomada em data anterior à candidatura do Porto ao acolhimento da sede da Agência Europeia de Medicamentos (EMA)".

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O ministro assumiu esta quarta-feira na comissão de Saúde, onde esteve a ser ouvido sobre o surto de 'legionella' ligado ao hospital Francisco Xavier, em Lisboa, que a decisão de transferir a sede do Infarmed para o Porto foi "muito mal comunicada" e assumiu as responsabilidades por essa má comunicação.

O anúncio de que a sede da Autoridade Nacional do Medicamento - Infarmed sairia de Lisboa para o Porto foi feito na semana passada pelo ministro Adalberto Campos Fernandes, durante uma conferência em Lisboa, tendo apanhado de surpresa os trabalhadores da instituição.

O ministro continua a dizer que a decisão política de transferir a sede do Infarmed já estava tomada há mais tempo e recusou comentar a entrevista da presidente do organismo, que disse nunca ter percebido que se tratava de uma decisão, mas antes de uma intenção.

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O ministro reiterou que os trabalhadores do Infarmed "não serão prejudicados", mas sim "ouvidos" e "envolvidos".

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