Ministro destaca crescimento real dos salários de 13,7% em dois anos

Ministro apontou que este indicador é o que determina o poder de compra das pessoas.

18 de março de 2026 às 18:08
Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e Coesão Territorial Foto: Manuel de Almeida/Lusa
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O ministro da Economia destacou esta quarta-feira que se registou um crescimento do salário médio líquido real dos portugueses de 13,7% em dois anos, o que disse ser "como se o Governo tivesse decretado um 15.º mês".

Numa audição no parlamento, Manuel Castro Almeida salientou que o Governo definiu como prioridade melhorar os rendimentos dos portugueses e que se tem "olhado pouco para esse indicador".

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"No ano de 2024, o crescimento do salário líquido médio foi o maior de toda a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico). E em 2025 não há ainda termos de diferença para comparar com a OCDE, mas há um crescimento relevante do salário líquido de 8,2%", disse, acrescentando que se for deduzida a inflação, quer de 2024, quer de 2025, o valor do crescimento do salário médio líquido real é, nos dois anos, de 13,7%.

O ministro apontou que este indicador é o que determina o poder de compra das pessoas, definindo, por exemplo, se "em vez de um quilo de batatas, podem-se comprar um 1,370 quilos".

"Isto significa que este acréscimo de salários vale como se, por hipótese, o Governo tivesse decretado o 15.º mês aos trabalhadores", disse.

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Apesar de salientar este indicador, o ministro também assumiu que ainda há "muitíssimo para fazer" porque Portugal ainda só está "com 82% do rendimento per capita da média europeia". "Temos muito por onde crescer, o nosso trabalho está ainda a começar", disse.

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