Ministro diz que governos não podem fazer "política da terra queimada" e quer construção mais forte
Miguel Pinto Luz disse ser um objetivo que, após este ciclo de investimento, as empresas sejam mais saudáveis e que tenham incorporado mais talento.
O ministro das Infraestruturas disse esta segunda-feira, em Lisboa, que a construção deve aproveitar o ciclo de investimentos que está a decorrer e apelou aos próximos governos para que não "façam política de terra queimada".
"Não se pode deixar a solução sempre nas costas dos políticos. Este setor de mãos dadas é mais forte. O Governo está a dar as oportunidades. Cabe ao setor ter um ganho de causa neste ciclo de investimentos", afirmou Miguel Pinto Luz.
O governante, que falava na apresentação pública da Fundação da Construção, disse ser um objetivo que, após este ciclo de investimento, as empresas sejam mais saudáveis e que tenham incorporado mais talento.
O ministro das Infraestruturas assegurou que a fundação pode contar consigo, mas também com o Governo, que, conforme apontou, está focado em que tal aconteça.
Neste sentido, Pinto Luz pediu aos próximos governo para que não façam uma "política de terra queimado", descartando tudo o que foi feito até então.
O ministro das Infraestruturas e da Habitação insistiu que o setor deve aproveitar um ciclo "absolutamente único" de investimentos, em setores como a ferrovia, a rodovia e os portos.
Neste âmbito, referiu que o executivo tem uma "preocupação enorme" em resolver um "atraso crónico" no Ferrovia 2020 e que conhece os desafios da alta velocidade.
No que se refere aos aeroportos, destacou o investimento que tem sido feito no Sá Carneiro, no Porto, com a ambição de a infraestrutura chegar aos "30 milhões de passageiros", bem como as obras no terminal 2, em Lisboa.
Já em matéria de portos, disse que o Governo está a resolver problemas que duravam há mais de 10 anos.
Pinto Luz escusou-se a responder às perguntas dos jornalistas.
Durante a sessão de apresentação da Fundação da Construção, o bastonário da Ordem dos Economistas, António Mendonça, classificou como um passo significativo a construção deste organismo, que reúne 17 fundadores e agrega as três ordens profissionais - engenheiros, arquitetos e economistas.
António Mendonça acrescentou que a construção é um vetor da transformação económica e um pilar de soberania produtiva.
"Não está apenas em causa construir mais, mas sim construir melhor, com visão estratégica, com impacto económico e social e, sobretudo, executar com consistência", defendeu.
Segundo dados avançados pela Fundação da Construção, o setor gera cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) e emprega cerca de 460.000 pessoas.
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