Ministros da Educação e Economia sublinham "círculo virtuoso" entre investigação e inovação
Nova agência, que resulta da fusão da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e da Agência Nacional de Inovação (ANI), será tutelada pelos dois ministérios.
Os ministros da Educação e da Economia consideraram, esta segunda-feira, que a investigação científica e a inovação formam um "círculo virtuoso" e que a nova agência, que permitirá consolidar essa relação, representa uma mudança estrutural.
O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, e o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, participaram, esta segunda-feira, na cerimónia de tomada de posse do Conselho de Administração da Agência para a Investigação e Inovação (AI2).
A nova agência, que resulta da fusão da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e da Agência Nacional de Inovação (ANI), será tutelada pelos dois ministérios, sinal de uma aposta na "relação profunda, contínua e eficaz entre ciência, inovação e economia real", sublinhou o ministro da Economia.
"Estamos diante de uma mudança estrutural, uma mudança que redefine a forma como o Estado organiza e governa a ciência e a inovação, aproximando-as deliberadamente da economia e dos desafios do desenvolvimento", disse Manuel Castro Almeida.
A relação entre os dois setores foi igualmente destacada pelo ministro da Educação, que apontou a necessidade de uma ligação mais estreita entre a comunidade científica, a sociedade e economia.
"Esta ligação é uma condição para gerarmos um círculo virtuoso em que mais investigação e inovação contribuirão para o crescimento da economia e o crescimento da economia libertará mais recursos para a investigação e inovação", explicou Fernando Alexandre, acrescentando que a AI2 "será decisiva para fecharmos esse círculo virtuoso.
Respondendo a algumas preocupações expressas pela comunidade científica, desde que foi anunciada a extinção da FCT e a criação da nova agência, Fernando Alexandre reafirmou o compromisso com a liberdade de investigação.
"É um valor que o Governo defende em si mesmo, mas também porque acredita que a liberdade de investigação é a geradora de conhecimento original e de soluções disruptivas".
Reafirmando o compromisso com a meta de investir 3% do PIB em investigação e desenvolvimento até 2030, o governante ressalvou que "para alcançar esse objetivo, temos de demonstrar à sociedade portuguesa que não há investimento mais importante do que o investimento em educação, ciência e inovação".
Destacando também o legado da FCT e da ANI, o ministro anunciou ainda a atribuição da Medalha de Mérito Científico aos presidentes das duas entidades agora extintas, Madalena Alves, da FCT, e António Grilo, da ANI.
Manuel Castro Almeida destacou, igualmente, o contributo de ambos e elogiou o percurso, ao longo das últimas décadas, em particular do sistema científico nacional, "sólido e reconhecido internacionalmente".
No entanto, o ministro da Economia considerou que a capacidade científica "nem sempre se traduziu em modernização económica, transformação produtiva e aumento sustentado da produtividade".
"É precisamente aqui que esta mudança intervém", concluiu.
O Conselho de Administração da AI2 será presidido por João Barros e integra também Teresa Pinto Correia, vice-presidente com o pelouro da investigação, Maria Moura Oliveira, vice-presidente com o pelouro da inovação, António Bob Santos e Luís Sarmento, vogais executivos.
Em funções desde 01 de janeiro, a AI2 foi criada no âmbito da reforma do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI).
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