Miranda Sarmento garante que fechará ano com dívida entre 85% e 86% do PIB
Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, referiu Miranda Sarmento, tem de emitir dívida para poder liquidar os reembolsos.
O ministro das Finanças explicou, esta segunda-feira, em Bruxelas, que a subida da dívida pública no primeiro trimestre é conjuntural e garantiu que no final do ano estará nos 85% ou 86% do Produto Interno Bruto (PIB).
"No final do ano, a dívida pública estará alguns pontos percentuais abaixo dos 89,7% com que fechámos [o ano de 2025], estimamos em torno de 86%, 85%", disse Joaquim Miranda Sarmento aos jornalistas, questionado à entrada para a reunião do Eurogrupo (instância informal que junta os ministros das Finanças da zona euro), em Bruxelas.
Questionado sobre o aumento da dívida pública para 91,0% do PIB no primeiro trimestre deste ano, à entrada para a reunião do Eurogrupo, Joaquim Miranda Sarmento explicou que tal "acontece todos anos" e explica-se com o reembolso das Obrigações do Tesouro.
A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, referiu Miranda Sarmento, tem de emitir dívida para poder liquidar os reembolsos.
Segundo o Banco de Portugal (BdP), em março de 2026 a dívida pública totalizava perto de 283.183 milhões de euros, mais 471 milhões de euros do que em fevereiro.
De acordo com o banco central, esta evolução refletiu, sobretudo, o incremento das responsabilidades em depósitos (+400 milhões de euros), em particular, o acréscimo dos certificados de aforro (+300 milhões de euros) e dos depósitos de entidades públicas no Tesouro (+300 milhões de euros).
Já os certificados do Tesouro, pelo contrário, reduziram-se em 200 milhões de euros.
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