Montenegro condena "injustificáveis ataques" iranianos a países vizinhos e apela à "máxima contenção"
Chefe do executivo português insistiu "na necessidade de o Irão respeitar os direitos humanos do seu povo, que têm sido violados de forma inadmissível".
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, apelou este sábado à "máxima contenção" para evitar uma escalada no Irão, após as operações militares dos EUA e Israel, e condenou os "injustificáveis ataques" iranianos a países vizinhos.
"Portugal apela a todos à máxima contenção para evitar uma escalada, preservar a paz e a segurança internacionais e garantir a estabilidade regional, em linha com a Carta das Nações Unidas. Para tal será necessário que o programa nuclear do Irão, que é há muito uma preocupação da comunidade internacional, cesse", apelou Luís Montenegro, numa publicação na rede social X.
O chefe do executivo português insistiu "na necessidade de o Irão respeitar os direitos humanos do seu povo, que têm sido violados de forma inadmissível" e condenou "os injustificáveis ataques do Irão aos países vizinhos da região - entre eles, a Arábia Saudita, o Catar, os Emiratos Árabes Unidos, o Kuwait e a Jordânia -, que devem cessar imediatamente".
Luís Montenegro disse estar a acompanhar "com grande preocupação, desde o primeiro momento, a evolução no Médio Oriente", em coordenação estreita com os parceiros europeus, parceiros da região e aliados da NATO.
O primeiro-ministro acrescentou que, sob a coordenação do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a rede diplomática portuguesa, "em particular através das embaixadas na região, está plenamente mobilizada para a proteção dos nossos cidadãos, a quem apelamos que mantenham a máxima cautela".
"A proteção dos civis é essencial e deve ser plenamente assegurada", acrescentou Luís Montenegro nesta publicação.
Israel e EUA lançaram este sábado um ataque contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e países vizinhos, como Arábia Saudita, Bahrein e Qatar, entre outros.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visou "eliminar ameaças iminentes" do Irão, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
Os líderes de França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos e apelaram ao regresso às negociações, num contexto de crescente instabilidade na região.
Cinco aviões reabastecedores KC-46 Pegasus da Força Aérea norte-americana levantaram este sábado voo da Base das Lajes, na ilha Terceira, segundo constatou a Lusa no local.
Na sexta-feira, véspera do ataque ao Irão, levantaram voo das Lajes, ao início da tarde, dois reabastecedores que regressaram à noite.
Desde o dia 18 de fevereiro que se intensificou o movimento de aeronaves norte-americanas na Base das Lajes.
PCP e BE já exigiram ao Governo uma "condenação clara" dos ataques dos EUA e Israel e o Livre anunciou que vai questionar o executivo, sobre a utilização da Base das Lajes, nos Açores, pelos Estados Unidos da América, utilização estabelecida no âmbito de um acordo de cooperação.
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