Montenegro deixa palavra de pesar e esperança ao povo venezuelano após sismos no país

Primeiro-ministro deixou um compromisso com os trabalhos de recuperação e de salvamento daqueles que ainda não foram encontrados e que ainda estão debaixo dos escombros e uma palavra de esperança.

29 de junho de 2026 às 12:09
Luís Montenegro, primeiro-ministro Foto: Oliver Matthys/Lusa
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O primeiro-ministro deixou esta segunda-feira uma palavra de pesar pelo que o povo venezuelano está a passar devido aos sismos de quarta-feira naquele país e pelas perdas de portugueses e luso-descendentes e uma palavra de esperança.

"Eu não posso deixar de, nesta ocasião, partilhar convosco um momento que é simultaneamente de dor, de pesar por tudo o que o país está a sofrer por estes dias", disse Luís Montenegro, durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra da nova fábrica da Lufthansa Technik no parque empresarial Lusopark, em Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro.

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No início do seu discurso, Montenegro começou por assinalar que Santa Maria da Feira "é também uma terra de onde muitos partiram em busca de uma oportunidade noutros tempos, nomeadamente para a Venezuela", lembrando que é aqui que se situa o Centro Luso-Venezuelano, uma associação que junta os familiares portugueses e luso-descendentes que viveram ou vivem na Venezuela.

Montenegro, que não falou à margem da sessão nem respondeu a perguntas dos jornalistas, deixou um compromisso com os trabalhos de recuperação e de salvamento daqueles que ainda não foram encontrados e que ainda estão debaixo dos escombros e uma palavra de esperança.

"É também hoje que daqui quero enviar à Presidente da Venezuela e a todo o povo venezuelano e aos portugueses e lusodescendentes que vivem na Venezuela, que para além das equipas que já mobilizámos para lá e que estão no terreno, tentaremos nos próximos meses e anos estar ainda mais perto daquele povo e daquele país para podermos construir um futuro mais próspero e mais justo também para aquele território e para aquela população", afirmou.

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Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.450 mortos e 3.150 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.

O número de cidadãos portugueses desaparecidos ou incontactáveis cifra-se em 89, 52 homens e 37 mulheres, segundo o último balanço do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

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Para já, vítimas mortais portuguesas ou lusodescendentes são 53, entre as quais oito crianças.

Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.

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Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

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