Montenegro justifica situação de alerta com "altas temperaturas" e diz que acompanhará evolução "ao detalhe"

Governo declarou esta quinta-feira situação de alerta devido às altas temperaturas esperadas até segunda-feira.

02 de julho de 2026 às 13:35
Luís Montenegro, primeiro-ministro Foto: Oliver Matthys/Lusa
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O primeiro-ministro justificou esta quinta-feira a situação de alerta decretada pelo Governo "devido às altas temperaturas que o país enfrenta" nos próximos dias e afirmou que irá acompanhar "ao detalhe" a evolução do estado do tempo.

"Cada um de nós tem a responsabilidade de prevenir e fazer a sua parte. Peço a todos que respeitem as indicações das autoridades. Todos somos necessários para proteger a nossa comunidade e o nosso território", refere Luís Montenegro, numa publicação na rede social X.

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O Governo declarou esta quinta-feira situação de alerta devido às altas temperaturas esperadas até segunda-feira, tendo emitido despachos de exceção para proibir a utilização de maquinaria em atividades agrícolas.

O anúncio foi feito pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, após uma reunião com a equipa que integra o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), situado nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde alertou ainda para o "agravamento muito significativo das condições atmosféricas".

"Para situações de grande emergência, o Governo vai avançar com uma declaração de situação de alerta, que são medidas de exceção para momentos extraordinários e de dificuldades" e que "levam também à aplicação de diplomas de exceção", afirmou Luís Neves, que pediu a colaboração de todos os cidadãos.

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O Governo assinou um diploma, "com aplicação a partir da meia-noite, para a declaração de situação de alerta", que destaca, "em primeiro lugar, a proibição de acesso e circulação a determinados ou, entre outros, espaços florestais, previamente definidos", disse o ministro.

O documento proíbe a realização de queimadas e queimas de sobrantes da exploração agrícola e a proibição de realização de "trabalhos nos espaços florestais, com recurso a qualquer tipo de maquinaria, com exceção dos associados a situações de combate a incêndios rurais".

Luís Neves sublinhou o risco de utilização de motorroçadoras de lâmina, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâmina ou pá frontal, uma vez que podem provocar faíscas e iniciar um incêndio.

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Também não é permitido o uso de fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos, independentemente da sua forma de combustão, assim como o lançamento de balões com mecha, sendo suspensas "autorizações que já tenham sido emitidas".

Luís Neves anunciou ainda que, a partir desta quinta-feira, o CIPO "interrompe a atividade que vinha tendo do ponto de vista preventivo para passar a estar ao dispor do combate a este flagelo".

O CIPO retomará as funções que estava a desempenhar, assim que as condições atmosféricas o permitam, disse o governante, referindo que este comando tem uma "duração ilimitada".

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