Montenegro promete resultados no SNS para o próximo verão
Presidente da República quer continuar a acompanhar a aplicação do plano para o SNS e exigiu que os problemas “não se repitam”.
Foi ao lado do Presidente da República que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, visitou esta quinta-feira a nova maternidade do hospital de Santa Maria e, numa altura de pressão sobre as urgências, o chefe de Governo traçou uma meta: “Esperamos que no próximo verão não tenhamos os problemas que tivemos neste e nos últimos anos.”
A promessa feita, já depois da visita, surgiu como resposta ao plano de emergência para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), que tem concluídas apenas duas das 54 medidas após dois meses em execução. Um cenário desvalorizado por Montenegro, que afirmou que a reestruturação na saúde “está a ser tão difícil como esperávamos”, dado o “ponto de partida muito mau”.
“Não há falhanço, há cumprimento. Estamos a cumprir todas as metas”, garantiu o social-democrata, que apontou que não prometeu “fazer tudo de um dia para o outro”.
À chegada ao Hospital, em Lisboa, o Presidente da República prometeu ouvir o que o Governo tinha para dizer. Escutou e, no final, deixou o aviso de que “é preciso encontrar soluções para que esta situação não se repita”, desafiando Montenegro a fazer-lhe “convites complementares para, ao longo das próximas semanas e meses, ir acompanhando” a aplicação do plano de emergência.
Marcelo Rebelo de Sousa afastou que esteja a dar um sinal de apoio ao Governo da Aliança Democrática (AD), recordando que levou “o Governo anterior ao colo muitas vezes perante muitos problemas e não estou arrependido”, realçando que se o Presidente da República puder complementar o executivo, “então deve fazê-lo”.
Na visita ao Santa Maria, a ministra da Saúde, que já foi administradora daquele centro hospitalar, esteve ao lado dos chefes de Estado e de Governo e, no discurso, repudiou as críticas de que tem sido alvo devido ao plano de emergência: “Só por má-fé ou desconhecimento podem dizer que as medidas não estão a ser implementadas”, disse a governante, que realçou a conclusão da linha telefónica para grávidas e a redução da lista de espera para cirurgias oncológicas, traçando o objetivo de “tornar o SNS de novo atraente”.
E TAMBÉM
CONTRARIA CRÍTICOS
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou esta quinta-feira que “ninguém de boa-fé” poderia acreditar que o Governo conseguia resolver os problemas na Saúde em quatro meses. “É um problema encontrado por este Governo, ao fim de 3050 dias de um Governo incapaz”, sublinhou o governante após o Conselho de Ministros.
O PS exigiu esta quinta-feira ao Governo o acesso ao mapa de urgências de Ginecologia e Obstetrícia abertas e fechadas, além das cirurgias realizadas até julho e o número de utentes em lista de espera, lê-se num requerimento enviado ao Ministério da Saúde.
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