Montenegro quer equilíbrio na resposta à subida de preços para não comprometer contas públicas

Primeiro-ministro sublinhou ainda que a subida do preço dos combustíveis "tem a ver com um conflito internacional" num mercado, o Médio Oriente, onde Portugal não compra petróleo ou gás, mas que influencia os mecanismos de formação de preço.

15 de abril de 2026 às 18:28
Luís Montenegro, primeiro-ministro Foto: Duarte Roriz
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O primeiro-ministro defendeu esta quarta-feira equilíbrio e razoabilidade na resposta à subida do custo de vida, para que o país não regresse ao "ao desequilíbrio das finanças públicas a troco de soluções que são aparentemente milagrosas".

Na resposta à intervenção da líder da IL, Mariana Leitão, que o acusou, na abertura do debate quinzenal desta tarde, no parlamento, de lucrar com a crise energética, o primeiro-ministro reconheceu que "é verdade que as portuguesas e os portugueses têm hoje um custo de vida mais elevado", mas acrescentou que é por isso que estão a ser tomadas medidas, porém com equilíbrio.

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"É por isso que com equilíbrio, com razoabilidade, nós estamos a adotar medidas para que o impacto seja um impacto mitigado, para que as famílias possam enfrentar estes tempos de desafio que estão diante de nós, mas, repito, com equilíbrio", sublinhou.

Luís Montenegro disse à líder liberal que está convencido de que a mesma não quer "regressar aos idos tempos anteriores a 2011 e ao desequilíbrio das contas finanças públicas a troco de soluções que são aparentemente milagrosas, mas que trazem uma fatura que depois quem paga são os contribuintes, as pessoas, as famílias e as empresas".

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, sublinhou ainda, no início da resposta, que a subida do preço dos combustíveis "tem a ver com um conflito internacional" num mercado, o Médio Oriente, onde Portugal não compra petróleo ou gás, mas que influencia os mecanismos de formação de preço.

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O líder do Governo PSD/CDS-PP disse também que o desconto nos combustíveis aprovado pelo Governo "corresponde a IVA Zero" desde que o preço subiu mais de dez cêntimos face ao preço de referência da semana de 02 de março.

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