Morreu Álvaro Barreto, antigo ministro do PSD

Integrou sete governos distintos e assinou despacho que criou rendas excessivas da EDP.

11 de fevereiro de 2020 às 07:50
Barreto (ao centro) com Bagão Félix e Paulo Portas na votação do Orçamento para 2005 Foto: Direitos Reservados
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Morreu esta segunda-feira, aos 84 anos, Álvaro Barreto, que se notabilizou como ministro social-democrata. Foi fundador do PSD, partido que lhe recorda a "vida dedicada à causa pública".

Com ampla experiência na gestão de empresas, Barreto estreou-se em funções governativas em 1978, como ministro da Indústria e da Tecnologia. Ao todo, integrou sete Executivos. Francisco Balsemão, que liderou um deles, evocou Barreto como alguém "inteligente, rápido, polifacetado".

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Ocupando várias pastas, acompanhou de perto a integração de Portugal na Comunidade Económica Europeia. "Desbravando e consolidando a modernização do País e a integração europeia", elogiou Marcelo Rebelo de Sousa. No Governo, foi o ministro da Economia que reagiu à morte de Barreto, destacando a "competência e empenho".

O último ministério que liderou foi o da Economia e Trabalho, em 2004, no Governo de Santana Lopes, que lembra Barreto como "extremamente competente". Nesse ano, aprovou o polémico decreto-lei que criou os contratos CMEC, que culminaram em rendas excessivas pagas à EDP. O estado de saúde de Álvaro Barreto acabou por impedir a ida ao Parlamento, em 2019, para prestar esclarecimentos na comissão de inquérito.

O velório está marcado para esta terça-feira à tarde na igreja do Campo Grande, em Lisboa.

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