Morte de António Couto dos Santos vista como "trágica" no último adeus ao ex-polítco
Último adeus a Couto dos Santos junta figuras como Luís Montenegro, Rui Rio, Marques Mendes ou Valentim Loureiro
António Couto dos Santos foi esta quinta-feira recordado como “um grande homem e grande amigo”. “A sua trágica morte mostra como é breve e transitória a vida dos homens”, foi referido nas cerimónias fúnebres, na presença dos antigos presidentes do PSD Rui Rio e Marques Mendes, além de Valentim Loureiro, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, ou o primeiro-ministro, Luís Montenegro.
“Uma perda inesperada de alguém que é credor da nossa admiração, do nosso reconhecimento. Há muitas matérias em que deixou marca, desde logo a abertura da comunicação social ao setor privado, à visão transformadora do setor da educação”, disse o chefe de Governo.
“Couto dos Santos era uma pessoa notável sobretudo em dois planos: era uma pessoa com uma enorme capacidade de trabalho, invulgar até, com alegria, imaginação e criatividade; e tinha uma noção muito forte e vincada de serviço público, de doação aos outros, à sociedade”, referiu Marques Mendes. Este antigo líder do PSD lembra que Couto dos Santos acabou por ser um dos pais da Expo’98: “Todos tínhamos as maiores dúvidas e ele tinha todas as certezas.”
O funeral decorreu em dois momentos, primeiro no Porto, depois em Forjães, Esposende, a sua terra natal, onde foi velado e sepultado.
O Ministério Público abriu inquérito à morte de Couto dos Santos, encontrado sem vida, segunda-feira, no lago de um campo de golfe, no Padrão da Légua, Matosinhos.
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