“Não vale a pena pedir a demissão da ministra”: António Costa 'segura' Ana Mendes Godinho
António Costa reforçou a confiança na ministra do Trabalho face à polémica sobre falhas em Reguengos.
Regressado de férias, o primeiro-ministro reforçou ontem a confiança na ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, que tem sido alvo de duras críticas, da esquerda à direita, depois de ter dito que não leu o relatório da Ordem dos Médicos que aponta graves falhas no caso do surto de Covid-19 num lar de idosos de Reguengos de Monsaraz, que provocou 18 vítimas mortais. Para António Costa são "polémicas artificiais".
"Não vale a pena pedirem a demissão de membros do Governo porque, quando eu não tiver confiança nalgum, resolvo o problema. Tenho toda a confiança na ministra Ana Mendes Godinho, no trabalho excecional que tem vindo a fazer", afirmou António Costa à saída de um briefing na Proteção Civil.
Em defesa da governante, Costa recordou que "a ministra instaurou um inquérito logo no dia 12 de julho e, a 16 de julho, comunicou os resultados ao Ministério Público". "O que temos de fazer é unir esforços e não estar a apontar o dedo uns aos outros. Também podia fazê-lo, mas não o vou fazer. Engolirei em seco e farei a minha digestão."
Questionada ontem sobre se sente fragilizada, em Alcanena, a ministra afirmou que a sua "missão é proteger quem precisa" e que é "nesse sentido" que vai continuar a trabalhar.
PORMENORES
PSD e CDS pressionam
O PSD pediu ao Governo e à Ordem dos Médicos para que os relatórios sejam divulgados e toda a verdade seja apurada. O CDS exigiu a Costa "que meta na ordem o seu Governo e o PS".
BE pede mais fiscalização
"As afirmações [da ministra] foram infelizes, não se deve relativizar tragédias (...) a fiscalização tem de mudar", disse a líder do BE, Catarina Martins.
Teia socialista do lar
Quatro membros da administração do lar de Reguengos e o diretor regional de Saúde são do PS. Será a teia denunciada pelo PSD.
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