Novas regras para reduzir pagamentos em atraso do Estado aprovadas em votação final
Iniciativa contou com os votos a favor do PSD, CDS-PP, IL, Chega, PAN e JPP. Votaram contra o PS, PCP e BE. Livre absteve-se.
O parlamento aprovou esta sexta-feira em votação final uma proposta de lei destinada a reduzir os pagamentos em atraso das entidades públicas aos fornecedores.
A iniciativa contou com os votos a favor do PSD, CDS-PP, IL, Chega, PAN e JPP.
O PS, PCP e BE votaram contra. O Livre absteve-se.
A bancada do PS indicou que apresentará uma declaração de voto por escrito.
Imediatamente antes da votação final global, a prosposta foi votada na especialidade no plenário, onde foram chumbadas propostas de alteração do PS.
O texto altera a Lei dos Compromissos e Pagamentos em Atraso, transpondo para o direito português normas consagradas numa diretiva europeia que visa combater os atrasos de pagamento nas transações comerciais, a diretiva 2011/7/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de fevereiro de 2011.
Com a iniciativa, o Governo quer reduzir os prazos definidos na lei para os atrasos, passando a considerar que as contas a pagar ficam nessa circunstância a partir de 30 ou 60 dias, consoante a circunstância, em vez do atual prazo de 90 dias.
O texto introduz ainda alterações na definição dos juros de mora a partir do momento em que uma conta é classificada com um pagamento em atraso.
A proposta legislativa revê também "a definição de 'fundos disponíveis', para refletir a evolução do tratamento jurídico que vem sendo dado a este conceito", explica o Governo na exposição de motivos.
A proposta do Governo foi aprovada em Conselho de Ministros em 26 de fevereiro e votada na generalidade no parlamento na semana passada, em 10 de abril.
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