O dia em que o tema imigração entrou na campanha

Sociais-democratas vão propor a revogação das alterações à lei feitas pela esquerda no Parlamento.

21 de setembro de 2017 às 01:30
Pedro Passos Coelho Foto: Miguel A. Lopes / Lusa
Pedro Passos Coelho Foto: Lusa
Pedro Passos Coelho Foto: Lusa
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A nova lei de imigração está a criar uma guerra entre a esquerda e a direita. O líder do PSD quer revogar a legislação no Parlamento e diz que "a quebra de consenso que foi estabelecida pela esquerda mais radical com o apoio do Governo nesta matéria não é boa para o futuro do País e para a segurança ".

O PS ouviu e fez soar os alarmes, acusar Passos de entrar numa área perigosa, do ponto de vista ideológico. "O doutor Pedro Passos Coelho escolheu este modo de campanha, um modo perigoso. Não podemos considerar que os imigrantes são um perigo", defendeu Ana Catarina Mendes, secretária-geral-adjunta do PS, em Vila Viçosa, Évora, numa volta em que está a suprimir a ausência do líder, António Costa, que se deslocou a Nova Iorque.

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A dirigente socialista já tinha acusado Passos Coelho de usar o tema da imigração na campanha porque não tinha mais propostas para as Autárquicas de 1 de outubro. Por isso, quer "lançar o pânico, lançar o medo, lançar o alarme e considerar que um imigrante que entra em Portugal ameaça o País", advertiu Ana Catarina Mendes. A também deputada explicou que em causa está "um conjunto de pessoas que já se encontrava [a viver] em Portugal".

De facto, o debate sobre a lei de imigração já fez correr muita tinta e logo na Festa do Pontal, em agosto, Passos atirou-se à ideia de que basta uma promessa de contrato para conseguir uma autorização de residência. Isto numa altura em que os pedidos de entrada no País dispararam com a nova lei de imigração. Em pouco mais de uma semana, foram feitos mais de 4 mil pedidos, quando a média semanal são 300, diz o ‘DN’.

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