Sócrates: o animal feroz que viram reluzir

O transmontano nascido no Portoe criado na Covilhã chegou ao poder em Lisboa antes de ir para Paris.

23 de novembro de 2014 às 16:48
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Muito antes de obter o diploma num domingo, José Sócrates foi registado num lugar a mais de 100 quilómetros daquele em que nasceu. O filho mais velho de Fernando e Maria Adelaide veio ao Mundo no Porto, a 6 de setembro de 1957, mas os pais oficializaram a sua existência em Vilar de Maçada, no concelho transmontano de Alijó.

Vilar de Maçada chegou a ser concelho no século XIX e tinha minas de volfrâmio, negócio do avô materno do homem que relatou a vida a Eduarda Maio, autora do livro ‘O Menino de Ouro do PS’, apresentado em 2008 por Dias Loureiro. Muitas vezes Sócrates lá voltou, mas na Covilhã, para onde foi aos oito meses, é que despertou para a política. Tal como o pai fundou o PPD na cidade, também o filho foi da Juventude Social-Democrata.

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Em 1981 já aderira ao PS, e conquistou a federação de Castelo Branco. Começara a ascensão de quem se apelidou de "animal feroz". De volta à oposição, no pós-Guterres, tornou-se comentador televisivo. Enfrentava Santana Lopes na RTP, e sucedeu-lhe como primeiro-ministro em 2005, imune às notícias sobre o seu património.

Seis anos e duas vitórias mais tarde, com as finanças públicas arruinadas, demitiu-se após negociar o resgate com a troika. Perdeu as legislativas e 2011 foi um annus horribilis. Em julho morreu o pai e em agosto o irmão António José, que esperava transplante pulmonar. Divorciado e pai de dois filhos, foi viver para Paris. O regresso deu-se em abril, passando a fazer comentários na RTP 1 ao domingo à noite. Hoje já não será assim. 

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