Obama lembra que presidentes não podem começar guerra sem aprovação do parlamento

Antigo chefe de estado norte-americano, de passagem este sábado por Lisboa, não se referiu explicitamente a Trump, que não pediu autorização legislativa para desencadear os ataques contra o Irão.

10 de outubro de 2026 às 22:02
Obama aponta o dedo enquanto fala em público Foto: AP Photo/Mike Stewart
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O antigo líder dos Estados Unidos Barack Obama recordou este sábado, em Lisboa, que um presidente não pode iniciar uma guerra sem submeter essa decisão ao parlamento.

"Tecnicamente, um presidente não pode começar uma guerra sem aprovação do parlamento", comentou, recebendo fortes aplausos da audiência, durante a conversa em que participou no final da sexta edição do Game Changers Forum, no Meo Arena.

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Obama, que ocupou a Casa Branca durante dois mandatos, entre 2009 e 2017, e recebeu o Nobel da Paz em 2009, não se referiu explicitamente ao atual Presidente norte-americano, Donald Trump, que não pediu autorização legislativa para desencadear os ataques contra o Irão.

O antigo Presidente democrata fez este comentário quando recordava "um dos problemas mais difíceis" que enfrentou nos seus mandatos: a guerra civil na Síria, onde o ex-ditador Bashar al-Assad estava "a matar o próprio povo".

Obama descreveu que se encontrava perante um dilema: como aliviar o sofrimento do povo sírio, mas respeitando a lei internacional, porque a Síria não tinha atacado os EUA e por isso não era possível "tomar uma ação para proteger as pessoas".

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"Havia temas ligados à nossa Constituição", mencionou.

Obama reconheceu que, para a maioria das decisões que tomou, "não havia uma resposta clara, porque eram problemas difíceis".

"Tomei decisões não porque eram boas para mim politicamente, mas porque era o melhor para o país e para as pessoas", descreveu, mencionando que ouvia sempre diferentes opiniões dos membros da sua administração.

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Também relatou que trabalhou para travar as armas nucleares, nomeadamente com acordos com o Irão, que Donald Trump revogou.

"Não se pode ter um modelo sem intervenção humana a decidir quando lançar uma arma nuclear. É uma decisão de várias pessoas e não apenas de uma", salientou.

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