PAN valoriza realização das comemorações nos Açores

Segundo Inês de Sousa Real, as comemorações nos Açores são "um sinal político muito importante para todo o país em matéria de coesão territorial".

10 de junho de 2026 às 15:38
Inês de Sousa Real Foto: António Cotrim/LUSA_EPA
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A porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, valorizou esta quarta-feira a realização das comemorações do 10 de Junho na ilha Terceira, nos Açores, e alertou que a coesão territorial "não pode ser apenas um mero chavão".

Segundo Inês de Sousa Real, as comemorações nos Açores são "um sinal político muito importante para todo o país em matéria de coesão territorial".

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Por isso, o partido louva "o esforço da Presidência [da República] de assinalar este ano" o 10 de Junho nos Açores, por considerar que a coesão territorial "não pode ser apenas um mero chavão".

Também referiu que o contexto atual da guerra é um desafio que Portugal tem de enfrentar, "não deixando para trás nem as matérias sociais, nem a questão da saúde ou até mesmo o combate às alterações climáticas, que é também muito relevante" para os Açores.

"O Governo tem de olhar, precisamente, para essa necessidade de coesão, acima de tudo, no momento em que vamos estar a discutir a PSU [Prestação Social Única] na Assembleia da República", afirmou Inês de Sousa Real aos jornalistas em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores, no final da sessão solene comemorativa do 10 de Junho.

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Salientou que as prestações sociais "são fundamentais", em zonas como os Açores, mas acima de tudo, para a população mais vulnerável do país.

"E é um debate que não pode ser feito apenas pensando em cortar despesa. Tem de ser um debate pensado com a sensibilidade social que o momento nos exige", alertou.

Inês de Sousa Real referiu que o dia desta quarta-feira é de celebração, mas "tendo em conta o debate que se avizinha", não pode deixar, "de forma nenhuma, de dar este recado ao Governo, porque o corte não pode ser feito à custa daquilo que é a vulnerabilidade das pessoas mais idosas, como é o caso da pensão de velhice".

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Por isso mesmo, garantiu que o PAN vai estar "muito atento" no debate da PSU e "naquilo que vai ser, depois, o processo em especialidade".

Nas declarações aos jornalistas também deixou, nesta data, uma palavra às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, considerando que também precisam de ter "mecanismos de aproximação".

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